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terça-feira, 22 de março de 2011

Libertadores: Como andam os brasileiros?



A Libertadores 2011 avança pela segunda metade da fase de grupos, e os cinco clubes brasileiros ainda vivos na competição encontram-se em situações bem distintas.

Vice-campeão brasileiro, o Cruzeiro faz excelente campanha em um dos grupos mais difíceis da competição, com um empate com o Tolima na Colômbia (onde o poderoso Corinthians foi derrotado na fase preliminar) e três goleadas em Minas Gerais: 5 x 0, 4 x 0 e 6 x 1. Tal campanha garante à equipe o status de melhor ataque e melhor defesa do torneio, e praticamente assegura a classificação, bastando um simples empate para confirmá-la matematicamente. Provavelmente, a disputa pelo primeiro lugar da chave ficará para a última rodada, em confronto direto contra o velho conhecido Estudiantes, que bateu os mineiros na final de 2009 e também caminha a passos largos rumo à classificação.

O Internacional também lidera seu grupo, mesmo com um jogo a menos do que os concorrentes diretos, e ainda tem dois jogos a cumprir no Beira-Rio. Embora não seja tão brilhante quanto o Cruzeiro, o Colorado confirma seu favoritismo com uma campanha firme, e não deve ter dificuldades em assegurar a primeira colocação da chave. Além disso, devido à fragilidade dos adversários, os atuais campeões da América são fortes candidatos a encerrarem a fase de grupos como uma das equipes de melhor campanha, o que representa vantagem de mando de campo nas próximas etapas do torneio.

Já o lado azul de Porto Alegre não tem tantos motivos para comemorar. A duas rodadas do final da fase de grupos, o Grêmio ocupa a segunda colocação em sua chave e, embora tudo indique que se classificará com tranqüilidade, provavelmente sairá como segundo colocado de um grupo em que era franco favorito. Tudo isso devido a um aproveitamento ruim fora de seus domínios (um empate e uma derrota) e, sobretudo, à surpreendente campanha do Junior Barranquilla, único time com cem por cento de aproveitamento na competição.

O Santos, por sua vez, vive situação delicada. Após três partidas, sem nenhuma vitória, a equipe ocupa apenas a terceira posição em seu grupo. Sofrendo com lesões no início da temporada, o Peixe até agora não conseguiu escalar o time ideal e não apresenta padrão de jogo compatível com os talentos individuais que possui, situação que se agravou com a demissão precoce de Adilson Batista. Enquanto hesita em contratar um novo técnico à espera de Muricy Ramalho, o Santos corre o risco de ficar pelo caminho já na primeira fase da competição, porém, não será nenhuma surpresa se os selecionáveis Neymar, Ganso e Elano conduzirem a equipe da Vila Belmiro às etapas finais da competição.

Por fim, o Fluminense vive dias dramáticos na Libertadores. O Tricolor das Laranjeiras manteve o elenco campeão brasileiro, contratou reforços de peso, e despontava como grande candidato à conquista do título que escapou em 2008. No entanto, más atuações levaram a equipe a conquistar apenas dois pontos em nove disputados, apesar de ter disputado duas partidas em seu domínio. Lanterna da chave, a equipe carioca ainda não contou com o capitão Fred na competição, vê Conca ainda longe de sua melhor forma e recentemente perdeu o técnico Muricy Ramalho, encontrando-se em situação crítica. O Fluminense precisa de uma vitória sobre o América do México na próxima rodada para manter vivas as chances de classificação, que passa ainda por jogos duríssimos no Uruguai e na Argentina. Será o campeão brasileiro capaz de se recuperar a tempo? A conferir, na próxima quarta-feira, no Engenhão.

Pedro Henrique Mendonça

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