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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Copa do Brasil: São Paulo despacha o Treze


Quarta-feira foi dia de Copa do Brasil. O São Paulo venceu o Treze da Paraíba por 3 a 0. O time paulista teve apenas as ausências de Rivaldo, levemente contundido, e Willian José, registrado apenas ontem no BID.

Os dois grandes destaques do time do São Paulo foram Dagoberto e Lucas. Dagoberto, respeitado pela torcida e não tão amado pela diretoria, fez o que tem feito nas últimas temporadas: gols decisivos. Não conheço o jogador para dizer se é boa ou má influência a equipe, mas definitivamente ele tem jogado bola no São Paulo. Quanto ao outro destaque, cumpriu o que já era esperado depois da fantástica partida contra o Uruguai no Sulamericano sub-20. Lucas deu velocidade e agressividade ao ataque são paulino. O primeiro gol do Dagoberto foi resultado de sua disposição de vencer na corrida e disputar a bola com o zagueiro adversário. Fora outros lances importantes com velocidade e passes excelentes, que resultaram em alguns gols perdidos, como um inacreditável gol perdido na meia-lua num chute sem mira de Fernandinho.

Fernandinho jogou bem e fez o seu gol, mas ele aparenta ser hoje um jogador de poucas jogadas. Boas, mas poucas jogadas. Com o tempo, fica fácil de ser marcado pelo adversário. Juan deu a assistência para o segundo gol do Dagoberto, com um cruzamento sob medida. Porém, faltou em outros lances aquele ímpeto que ele tinha nos seus áureos tempos do Flamengo.

No segundo tempo, o São Paulo passou a administrar o jogo. Opção do técnico e/ou do time. Não seria a minha opção. Copa do Brasil consiste em inspirar o medo no adversário. Se o Cruzeiro meteu uma bela goleada no Estudiantes pela Libertadores, porque ficar em míseros 3 a 0 contra o Treze-PB? O Vasco fez um 9 a 0 mesmo desclassificado no Rio pelo estadual. Uma vitória contundente motiva o time e inspira medo nos adversários.

Isso que falta ao São Paulo. É isso que faz o time ganhar bem e também virar partidas tidas como perdidas. Falta aquele gás para ir um pouco mais além. Juan e Jean de vez em quando apagam. Rodrigo Souto não é um jogador vibrante. Falta uma garra maior no meio de campo do São Paulo. Gostaria de ver o Casemiro jogando como titular. É um volante na linha do Arouca. Daria mais sangue ao time, na faixa do campo mais crítica hoje ao São Paulo.

Jorge Mendes

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