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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O futuro de Ronaldinho



A maior novela deste período de transferências é, sem dúvida, a possível e provável volta de Ronaldinho para o futebol brasileiro. Grêmio, Flamengo e Palmeiras surgem como candidatos. O clube gaúcho aposta na preferência da família para a volta à Porto Alegre, cidade natal do craque, bem como seu retorno ao time que lhe deu projeção no futebol. Já o clube carioca joga suas fichas na vontade do jogador em morar na cidade maravilhosa e no dinheiro que seria aplicado pela Olympikus, sua patrocinadora de material esportivo, na transação. O Palmeiras corre por fora. Mas a permanência de Ronaldinho na Europa não pode ser descartada, pois foi noticiada uma proposta do PSG, seu primeiro clube no continente.


Muito se comenta, pouco se sabe. O empresário do jogador, seu irmão Assis, já afirmou que ele e Ronaldinho estariam dispostos a abrir mão de “fatores financeiros”. Não se pode afirmar se seriam os 8 milhões de euros que o gaúcho teria a receber até o fim de seu contrato com o Milan ou simplesmente a sua natural redução salarial. Assis também disse que falta muito dinheiro para o Grêmio bancar a operação. O presidente do clube gaúcho respondeu que o Grêmio não entrará em leilão e não pagará nada alem do acertado com o empresário. E, perguntado sobre a possibilidade de transferência de Ronaldinho ao Flamengo, o irmão do jogador respondeu que está no Rio de Janeiro para isso.


Obviamente, não se pode acreditar totalmente nessas palavras, que podem refletir a realidade ou simplesmente despistar o verdadeiro rumo das negociações. Mas os indícios apontam o Flamengo como favorito a contar com o talento de Ronaldinho em 2011.


Ronaldinho parece querer repetir o caminho feito por Romário em 1995 e Ronaldo em 2009, quando saíram de clubes poderosos na Europa e voltaram a jogar no futebol brasileiro em definitivo, por Flamengo e Corinthians respectivamente. Entretanto, a transferência de Ronaldinho se assemelha mais ao segundo caso, tendo em vista que Romário voltou ao Brasil no auge de sua carreira, diferentemente dos Ronaldos. Independentemente disso, pela qualidade técnica desses jogadores, eles fazem a diferença e sobressaem no futebol brasileiro.


Renato Stafford

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