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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Um novo Goiás, mas tarde demais


Se o Goiás tivesse jogado o Brasileirão com a disposição e a garra que vem apresentando nos últimos jogos, não seria rebaixado. Essa é a conclusão de quem assiste aos jogos do time esmeraldino na Copa Sul-Americana.


Sob o comando do técnico Artur Neto, o time parece ter um padrão tático que não encontrou com Jorginho, Leão e outros técnicos que passaram pela equipe goiana. Mesmo sem escalar o talentoso e problemático Bernardo na armação, o time parece conseguir arrumar o meio de campo com o voluntarioso Marcelo Costa e o quase onipresente Carlos Alberto. Os 3 zagueiros atuam de maneira muito mais confiante que outrora. E o ataque parece ter se encaixado, com a aposta do técnico em Otacílio Neto, um jogador de movimentação bem razoável, para jogar com o novo líder do time, Rafael Moura, o “He-Man”.


A evolução do artilheiro da Copa Sul-Americana chama a atenção. Não vemos mais em campo aquele jogador pouco participativo que apenas esperava um cruzamento na área para tentar o cabeceio ao gol. He-Man cobra os companheiros a todo momento, movimenta-se constantemente e briga por todas as bolas, facilitando a marcação do meio de campo do Goiás. E, além da sua conhecida facilidade no jogo aéreo, vem mostrando qualidade com a bola nos pés, o que não foi visto em suas passagens por Corinthians, Fluminense e Atlético-PR.


Pena que foi tarde demais. Artur Neto foi contratado faltando 4 rodadas para o fim do Brasileirão e o Goiás já estava virtualmente rebaixado. Determinou como prioridade a Copa Sul-Americana, eliminou Avaí e Palmeiras e abriu boa vantagem no primeiro jogo da final, com a vitória sobre o Independiente (ARG) por 2x0, no Serra Dourada. A grande maioria dos jogadores do elenco não deve atuar em 2011 pelo esmeraldino e não será fácil montar um time para disputar a competição de clubes mais importante das Américas. Afinal, jogar a 2ª divisão do Brasileirão não é muito atrativo.



Renato Stafford

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