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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jobson: muito potencial e pouco cérebro






Quando Jobson foi contratado pelo Botafogo no final do ano passado, todos se perguntaram quem era o menino vindo da Coreia do Sul. Poucos sabiam do passado do jovem nascido no Pará, que havia despontado no Brasiliense. Se sobre o futebol dele quase ninguém tinha conhecimento, um fato chamou a atenção: o jogador havia chegado bêbado certa vez no treino do clube do Distrito Federal e brigado com alguns companheiros.

Questionado sobre isso, Jobson dissera que havia amadurecido fora do país e aprendido a lição. Agarrou a oportunidade no alvinegro, encantou a torcida logo no início, caiu de produção, mas voltou a ser decisivo nos últimos jogos do Brasileiro, como o gol que marcou contra o Palmeiras, que evitou o rebaixamento na última rodada. Mas naquele mesmo campeonato, viu-se que ele não estava tão maduro. Foi pego duas vezes no exame antidopping por cocaína e quase banido do futebol.

Acertadamente, a justiça o condenou por apenas seis meses e o garoto ganhou outra oportunidade no Botafogo. Querido pela torcida, voltou com apoio geral, mas sob certa desconfiança em relação ao seu comportamento. Em campo, os dribles de sempre, algumas contusões e um retorno conturbado. A demora na volta gerou disse-me-disse e ninguém do clube confirmava o problema, se era lesão mesmo ou punição. No jogo de empurra, todos negaram outro envolvimento com drogas e a diretoria explicou ser caso de noitadas e bebedeiras, assim como em Brasília.

Vê-se que ele não aprendeu com a amarga experiência recente. Em campo, continua sendo difícil de ser marcado, como visto no clássico diante do Fluminense. Fora dele, não consegue raciocinar com a mesma inteligência que tem com a bola nos pés.


Tatiana Furtado

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