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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Faltou ética a Carpeggiani?


O técnico Paulo César Carpeggiani é certamente um dos melhores do Brasileirão. Quando chegou ao Atlético-PR, na quinta rodada, o time estava em 18o e, na zona de rebaixamento e a única perspectiva era lutar para fugir da Série B, em 2011.

Vinte e uma rodadas depois, o treinador deixa o Furacão na quinta colocação brigando por uma inesperada vaga na Copa Libertadores. Foram onze vitórias, seis derrotas e cinco empates.



Aí veio o convite do São Paulo e o treinador não teve dúvidas ao ir para o Morumbi. Muitos reclamaram de falta de ética por parte de Carpeggiani, mas não concordo. O Atlético-PR fez um contrato sem multa prevista. Isto quer dizer que se o trabalho não fosse bom, o clube não precisaria pagar nada em caso de rescisão de contrato. Como o trabalho foi ótimo, ele também não teve que pagar nada ao clube e foi embora.


Na minha opinião, o Furacão só poderia dizer uma coisa: Obrigado Carpeggiani!


Rodrigo Stafford

1 comentários:

Jorge disse...

Se eu recebo a proposta de uma empresa para trabalhar nela, eu avalio e ponho na mesa do meu atual chefe apenas se eu quiser. E acredito que todos façam isso. Nenhuma empresa liga para outra para falar: "Olha, tô afim de contratar o seu gerente de marketing. Você deixa?". Logo, por que cobrar isso de técnico e jogador de futebol? Se o contrato foi rescindido e a multa, se existente, foi paga, o contrato FOI respeitado. Na mesma linha, se a CBF quisesse pagar a rescisão do Muricy com o Flu, o contrato foi respeitado também. Torcedor, dirigente de futebol e parte da imprensa esportiva (principalmente a paulista e a paranaense) tem que entender que se tratam de pessoas normais que em geral respeitam os contratos sim.

5 de outubro de 2010 11:58

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