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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Kalil calado é um poeta


Ontem, o presidente do Atlético Mineiro estava inspirado. Soltou cada frase que deixaria o mais beócio dos dirigentes brasileiros de cabelo em pé. Para que não viu ou ouviu, aí vai. 

"Quem paga o salário do jogador é a torcida. De uma forma ou de outra. Ou dos ingressos, ou do pay-per-view. Então, eles são pagos pela torcida, pela paixão do atleticano. Na situação que o Atlético-MG está, eles têm o meu apoio", isso sobre o fato da torcida ter criado um disque-denúncia para identificar os jogadores que andam se esbaldando na noite mineira. 

Mas Kalil não parou por aí e foi mais longe:

"Se quiserem virar a mesa, chamar a polícia, fazer o que for. Quando o time é líder, está ganhando, tudo bem. Nesse momento, a atitude da torcida do Atlético-MG está correta. Eles têm meu apoio, têm o apoio da presidência. Achei ótimo. Acho que os jogadores têm que se cuidar sim. O Atlético-MG não é brinquedo. E se eles tomarem um cacete na madrugada não vai fazer mal nenhum".

É verdade que ele falou o que muitos dirigentes e torcedores pensam. Mas, como mandatário de um clube enorme como o Atlético, ele não pode dizer estas coisas.

A frustração de Kalil é compreensível. Ele contratou a comissão técnica mais cara do país, que tem como expoente Vanderlei Luxemburgo. Trouxe ótimos jogadores como Diego Souza, o equatoriano Mendes, Daniel Carvalho, Réver, Leandro, isto sem falar que manteve pilares como Ricardinho e Diego Tardelli. O resultado? O Galo não sai da zona de rebaixamento.

Dá para entender a frustração de Kalil, mas não a sua frase.

Rodrigo Stafford

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