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terça-feira, 20 de julho de 2010

Nova Era no Flamengo


Que algo precisava ser mudado na Gávea, era óbvio. Não apenas pelo caso Bruno, mas por toda a zona em que se transformou o clube após o título brasileiro. Mas, como toda mudança, há os prós e contras. Há as boas ideias de Zico, que chega como o salvador da pátria, e alguns exageros. Do próprio Galinho e da presidente Patricia Amorim.

Dizer que as ações do jogador poderiam ter sido evitadas pelo clube é um dos exageros. O que poderiam ter sido evitados eram os privilégios, os eternos perdões a comportamentos como atrasos e faltas do Adriano, e o excesso de poder dado ao capitão. Lembre-se que Bruno chegou ao ponto de destratar Andrade na época que este era auxilar-técnico, em uma das cenas da falta de comando do rubro-negro.

Agora que o título fez mal, isso é verdade. Encobriu todos os problemas de relacionamento, de estrelismo, permitiu abusos de todos os lados. E a nova presidente não conseguiu ter o comando de nada. Mas duvido que algum torcedor trocaria o título por um clube de santos e bons meninos. A conquista está lá e não será apagada.

Agora é trabalhar pra que outras conquistas venham, mas de outra forma, com gestão profissional. Algo muito falado na Gávea há décadas. Zico acerta em tentar arrumar as categorias de base do Rubro-Negro, que estão lotados de empresários e oportunistas. Outra boa iniciativa é o investimento no Centro de Treinamentos Ninho do Urubu.
No entanto, Zico também erra. As contratações até o momento são duvidosas. Gosto do futebol de Correa, mas acho Val Baiano um jogador de várzea. Renato Abreu é bom jogador, mas sua personalidade forte pode atrapalhar. E ainda tem idade acançada. Sem atacantes, o clube aposta na base. Mas é pressão demais para os jovens rubro-negros conseguirem substituir astros como Adriano e Vagner Love.
Rodrigo Stafford e Tatiana Furtado

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