Share |

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Entrevista com Muricy Ramalho - parte 2



A segunda parte da entrevista do técnico Muricy Ramalho com Tatiana Furtado para o jornal O Globo.

Acha a imprensa carioca diferente da de São Paulo?
MURICY: Em relação à imprensa é tranquilo. É um pouco diferente da de São Paulo, que é diferente de Porto Alegre. São mais tranquilos no que diz respeito às coletivas. Estou me dando bem nesse sentido.

Como está sendo a adaptação à cidade, já está bem instalado?
MURICY: Estou há dois meses procurando, esse foi o grande problema que tive no Rio de Janeiro. É o lugar mais caro do mundo, cara. Não pensava que ia ser tão difícil achar um lugar pra morar. Acho que agora arranjei um lugar pra morar, no Leblon. Foi muito difícil porque é muito caro e eu não sou chegado em gastar nenhum centavo, mas vou ter que gastar, não teve jeito. Coisa absurda.

E seu dia a dia no Rio?
MURICY: Estou me adaptando bem, um lugar bom, as pessoas me tratam superbem, diferente dos outros lugares. Existe um assédio, mas mais controlado. O carioca convive muito com as pessoas famosas, não sou famoso, mas sou do futebol e chamo a atenção. Quando vou a São Paulo, outros lugares, o assédio é um pouco maior. Já morei aqui, não tinha tanto trânsito, está parecido com São Paulo. Mas a qualidade de vida é muito melhor. Em São Paulo, pra ter um pouco de qualidade de vida eu saio da cidade.

Já conheceu a noite da cidade?
MURICY: Não, eu não saio muito. Quando voltamos de Mangaratiba, estava há muito tempo preso no hotel, só hotel o tempo todo. Perguntei aonde poderíamos tomar uma boa cerveja. Fui num bar famoso, gostei da cerveja e se come bem também. Até voltei depois. Mas foi o único lugar que fui. Estou aqui há dois meses e nem fui a shopping. Meu programa favorito é descer e caminhar na praia, no calçadão, na areia. Noite não é meu forte, boate não dá mais pra mim, já fui bom nisso.

Você veio sozinho. Como cuida da casa aqui? Lava, cozinha, varre?
MURICY: Varrer eu não gosto não. Acontece que eu morei muitos anos sozinho. Aí, você aprende a cozinhar. Agora mesmo que arranjei esse lugar, olhei e não tinha panelas. Brincadeira, como vou cozinhar. O cara disse: "Você cozinha? Mas tem um restaurante aqui no flat". Claro que cozinho, gosto de ficar na minha casa. E para passar o tempo, gosto de inventar alguma coisa no fogão. Também não gosto de bagunça, e por isso lavo tudo depois. Quando vou pra Ibiúna, faço meu churrasco e eu que lavo, não vou pra lá dar trabalho pra minha mulher

Qual é o prato do chef Muricy?
MURICY: Eu gosto de fazer um risoto. É mais fácil e demora muito pra fazer, uns 40, 50 minutos, pra fazer bem feito. Passa o tempo, o grande negócio do risoto não é comer, é fazer, tem que mexer, toma um vinho e conversa, ouve música.

E que música que está tocando enquanto faz o risoto?
MURICY: Gosto de tudo quanto é música. Era um pouco roqueiro, na minha época, gosto do Ira, do Nasi, que é meu amigo, do Cazuza, do Rolling Stones. Do lado romântico, o Roberto Carlos, que é o rei. Gosto dos caipiras, do Zezé di Camargo e Luciano, do Leonardo, que é meu amigo, vou muito nos shows dele. Gosto do Exalta Samba, vou a show deles. Depende do dia, se estou meio triste, uma música mais triste. Gosto de música mexicana, porque morei seis anos no México. Às vezes, quero fazer um pouco de barulho, dar uns tiros pro alto, ponho um Mariachi.

Gosta de vários estilos, chegou a aprender a tocar algum instrumento?
MURICY: Outra coisa que desde criança coloquei na cabeça que queria aprender a tocar piano. Gosto de ver e ouvir alguém tocando piano. Mas também nunca parei para fazer piano. Porque queria jogar futebol de manhã até de noite. Como é que ia ser pianista. Ia ser jogador mesmo.

http://oglobo.globo.com/esportes/brasileiro2010/mat/2010/07/12/tecnico-tem-que-estar-preparado-pra-tudo-diz-muricy-ramalho-917133585.asp

Fonte: O Globo

0 comentários:

Postar um comentário