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quinta-feira, 29 de julho de 2010

E o São Paulo?


Ricardo Gomes terminou em terceiro lugar no Brasileiro do ano passado, e por combinação de resultados na última rodada poderia ter sido campeão. O time estava jogando um futebol decente. Em 2010, mais de 11 jogadores são contratados, incluindo Marcelinho Paraíba depois de uma bela temporada no rebaixado Coritiba, Leo Lima, que sempre joga bem contra o São Paulo, Cicinho, Rodrigo Souto, Alex Silva, e cia. No papel o time estava bom. E na prática?

O São Paulo teve a segunda melhor campanha da primeira fase da Libertadores. Pode não ter agradado pelo futebol de resultados, mas foi bem, ficando atrás apenas do Corinthians. E conseguiu ir para as semifinais do Paulistão, mesmo focando na Libertadores. Mas depois fez um papelão contra o Universitario, do Peru. E, quando tudo parecia perdido, fez duas partidas perfeitas contra o Cruzeiro, independente da expulsão do Kléber. Aí veio a parada da Copa. E o time voltou uma porcaria. O que aconteceu?

Eu não sei. O SP tem um excelente elenco, um dos melhores do Brasil. Uma das causas, na minha opinião de torcedor, é a teimosia do técnico com o 4-4-2. O time ganhou 3 brasileiros, uma Libertadores e um Mundial jogando com três zagueiros. Quando ele usou o 3-5-2, o time jogou bem. Mas ele insiste. Coloca o raçudo Richarlyson no lugar do promissor zagueiro Xandão, e diz que assim o time ganha variação tática ao longo da partida. Pra que? Para jogar no 4-4-2. Diga-me: qual a razão dessa obsessão?

O jogo contra o Inter foi engraçado. Ricardo Gomes critica a falta de ofensividade do time. Vamos fazer as contas por posição de origem:

· Goleiro – 1 (Rogério)

· Lateral – 1 (Junior Cesar)

· Zagueiro – 2 (Miranda e Alex Silva)

· Volante – 4 (Jean, Rodrigo Souto, Hernanes, Richarlysson)

· Meia – 1 (Marlos)

· Atacante – 2 (Fernandão e Dagoberto)

Vamos parar com o papo de volante-que-sabe-jogar. O futebol muda nome, mas a teoria continua sendo a mesma. Volante tem que saber jogar, mas é volante. Não é armador, não é ponta, não é pivô, não é solução de ataque. É jogador de DEFESA. Logo, o time tinha 3 jogadores no ataque, sendo dois dribladores que não tinham ninguém por perto para tabelar, e 1 alto que tentava pegar umas bolas no ar sem sucesso. Com algumas participações do Junior Cesar no ataque, um dos jogadores mais regulares do time. O técnico monta um time com três jogadores de ataque e espera ofensividade?! Depois coloca o Cleber Santana. Ele espera o que do time?! Goleada?! Enfim, falta voltar a razão na definição do time do SP.


Jorge Mendes

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