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O mercado do futebol


Mercado europeu está quente, mas ainda não fervendo. Real Madrid e Manchester City saem na frente com as contratações, mas ao trazer david Villa, o Barcelona fez a contratação mais cara (91 milhões de reais). Ainda teremos muitos jogadores se transferindo nesta janela.

Em negrito, o novo time do jogador e entre parenteses sua posição.

Guti - Real Madrid - Besiktas (M)
Carlos Bocanegra - Rennes - Saint-Etienne - 900 mil reais (D)
David Silva - Valencia - Manchester City - 77 milhões de reais (M)
Yaya Touré - Barcelona - Manchester City - 76 milhões de reais (M)
Jerome Boateng - Hamburgo - Manchester City (M)
Aleksandar Kolarov - Lazio - Manchester City - 43 milhoes de reais (L)
Nenê - Monaco - PSG - 11 milhões de reais (A)
Thierry Henry - Barcelona - New York Red Bulls (A)
Pedro León - Getafe - Real Madrid - 22 milhões de reais (M)
Adriano - Sevilla - Barcelona - 21 milhões de reais (L)
Edinson Cavani - Palermo - Napoli - 39 milhões de reais (A)
Michael Ballack - Chelsea - Bayer Leverkusen (M)
David Villa - Valencia - Barcelona - 91 milhões de reais (A)
Simon Kjaer - Palermo - Wolfsburg (D)
Eduardo - Sporting Braga - Genoa - 10 milhões de reais (G)
Milan Jovanovic - Standard Liége - Liverpool (A)
Angel Di María - Benfica - Real Madrid - 57 milhões de reais (M)
Laurent Koscielny - Lorient - Arsenal - 27 milhões de reais (D)
Raul - Real Madrid - Schalke 04 (A)
Adriano - Flamengo - Roma (A)
Eduardo da Silva - Arsenal - Shakhtar Donetesk - 14 milhões de reais (A)
Emiliano Insúa - Liverpool - Fiorentina - 10,5 milhões de reais (L)
Sami Khedira - Stuttgart - Real Madrid - 34 milhões de reais (M)
Walter - Internacional - Porto - 14 milhõe de reais (A)
Diego Perez - Monaco - Bologna - 8 milhões de reais (M)
Sol Campbell - Arsenal - Newcastle (D)
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Como comemorar um gol

No Brasil, se falar que os Santásticos são criativos na hora de comemorar. Discordo! Criatividade se vê é na Islandia. Olha isso!

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Um novo Inter com Celso Roth


Qual o mérito de um técnico que chega na reta final da competição e leva o time ao título? Depende. No caso de Celso Roth, ainda que o Inter não seja campeão da Libertadores, todo. O treinador chegou no meio da parada da Copa e conseguiu arrumar a equipe e devolver a principal característica do colorado: a ofensividade.

Mesmo sem contar com os reforços "estrangeiros" venceu três jogos no Brasileiro. Na quarta partida, já podia escalar os jogadores vindo de fora. Independentemente de quem veio, o Inter já tinha um time bom. Mas não se adequou ao estilo uruguaio de Jorge Fossati, que tentou impor um esquema mais defensivo, com apenas um atacante. Além do clima interno não ser dos melhores, com a diretoria "fritando" o treinador por algum tempo.

Apesar da fama de retranqueiro, Roth soube encaixar as peças formando uma defesa sólida e usando o potencial ofensivo dos mais talentosos. Hoje, o time joga com dois atacantes e com D'Alessandro quase como ponta direita. Há ainda o revezamento entre Giuliano e Andrezinho na armação. Com a entrada do Tinga, tende a ficar mais ofensivo.


Isso faz o Inter, com excelente elenco, favorito ao título do Brasileiro ao lado do Fluminense.


Rodrigo Stafford e Tatiana Furtado
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E o São Paulo?


Ricardo Gomes terminou em terceiro lugar no Brasileiro do ano passado, e por combinação de resultados na última rodada poderia ter sido campeão. O time estava jogando um futebol decente. Em 2010, mais de 11 jogadores são contratados, incluindo Marcelinho Paraíba depois de uma bela temporada no rebaixado Coritiba, Leo Lima, que sempre joga bem contra o São Paulo, Cicinho, Rodrigo Souto, Alex Silva, e cia. No papel o time estava bom. E na prática?

O São Paulo teve a segunda melhor campanha da primeira fase da Libertadores. Pode não ter agradado pelo futebol de resultados, mas foi bem, ficando atrás apenas do Corinthians. E conseguiu ir para as semifinais do Paulistão, mesmo focando na Libertadores. Mas depois fez um papelão contra o Universitario, do Peru. E, quando tudo parecia perdido, fez duas partidas perfeitas contra o Cruzeiro, independente da expulsão do Kléber. Aí veio a parada da Copa. E o time voltou uma porcaria. O que aconteceu?

Eu não sei. O SP tem um excelente elenco, um dos melhores do Brasil. Uma das causas, na minha opinião de torcedor, é a teimosia do técnico com o 4-4-2. O time ganhou 3 brasileiros, uma Libertadores e um Mundial jogando com três zagueiros. Quando ele usou o 3-5-2, o time jogou bem. Mas ele insiste. Coloca o raçudo Richarlyson no lugar do promissor zagueiro Xandão, e diz que assim o time ganha variação tática ao longo da partida. Pra que? Para jogar no 4-4-2. Diga-me: qual a razão dessa obsessão?

O jogo contra o Inter foi engraçado. Ricardo Gomes critica a falta de ofensividade do time. Vamos fazer as contas por posição de origem:

· Goleiro – 1 (Rogério)

· Lateral – 1 (Junior Cesar)

· Zagueiro – 2 (Miranda e Alex Silva)

· Volante – 4 (Jean, Rodrigo Souto, Hernanes, Richarlysson)

· Meia – 1 (Marlos)

· Atacante – 2 (Fernandão e Dagoberto)

Vamos parar com o papo de volante-que-sabe-jogar. O futebol muda nome, mas a teoria continua sendo a mesma. Volante tem que saber jogar, mas é volante. Não é armador, não é ponta, não é pivô, não é solução de ataque. É jogador de DEFESA. Logo, o time tinha 3 jogadores no ataque, sendo dois dribladores que não tinham ninguém por perto para tabelar, e 1 alto que tentava pegar umas bolas no ar sem sucesso. Com algumas participações do Junior Cesar no ataque, um dos jogadores mais regulares do time. O técnico monta um time com três jogadores de ataque e espera ofensividade?! Depois coloca o Cleber Santana. Ele espera o que do time?! Goleada?! Enfim, falta voltar a razão na definição do time do SP.


Jorge Mendes
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"Voltei para ser campeão"


Coração Valente / guerreiro tricolor/ Washington é matador. A música cantada pela torcida do Fluminense sempre provocou muita saudade no atacante. E agora ele voltou. Feliz da vida, como ele próprio definiu, Washington voltou para reencontrar a felicidade que perdeu quando deixou o Tricolor no fim de 2008 para tentar ser campeão da Libertadores pelo São Paulo. Ele garante que voltou para ser campeão brasileiro.

— O bom filho à casa torna. Hoje estou dez vezes mais feliz por voltar. Vou procurar vestir a camisa com orgulho e honrá-la. Voltei para ser campeão brasileiro. Vou me doar 100% para conquistar esse título — disse o jogador que fez 37 gols em 56 jogos pelo Flu.

Elogios a Muricy

Com um enorme sorriso nos lábios, Washington era a imagem da alegria. O Coração Valente espera poder estar a disposição do técnico Muricy Ramalho para estrear sábado, contra o Atlético-PR.

— Trabalhei por apenas seis meses com o Muricy, mas aprendi bastante. Trata-se de um profissional que já foi campeão, conhece futebol e amigo. Estou sentindo como se eu fosse convocado para a seleção.

Sobre ser reserva de Fred, Washington desconversou e garantiu que só quer ajudar.

— Vim pra conquistar meu espaço e jogar. Tenho respeito pelos companheiros porque eu cheguei para ajudar o Flu ser campeão. De que forma eu não sei. Respeito o Fred, que é um belíssimo atacante, assim como Emerson e o Rodriguinho.

Rodrigo Stafford


Fonte: Jornal Expresso
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Quarta de decisões


Dia de decisão, tanto na Copa do Brasil, quanto na Copa Libertadores da América. No torneio nacional, o Vitória recebe o Santos, na grande final da competição. Pelo campeonato continental, Internacional e São Paulo se enfrentam pela semifinal.

Na Copa do Brasil, o Santos é muito favorito. Tem um ótimo time e um grande treinador. Para o Vitória chegar até a decisão já é um grande resultado. Acredito em duas vitórias dos Santásticos.

Na Libertadores, o prognóstico é mais complicado. São doisbons times, mas com os reforços acredito mais no Internacional. Além do que o retrospecto do time de Ricardo Gomes nos últimos jogos é péssimo, enquanto o time de Celso Roth está em uma crescente.

Mas, em mata-mata, tudo pode acontecer.
Rodrigo Stafford
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Frangueiro do Chelsea

A lambança do goleiro do Chelsea no amistoso contra o Ajax prova que a fase britânica no gol anda bem ruim.



Mas até goleiro da seleção brasileira já fez besteira parecido, não é Julio César?

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Pra que Gilberto Silva?


Gilberto Silva chega à Gávea como a grande contratação do ano. Parece piada, mas não é. Num time que precisa urgentemente de criatividade no meio-campo e atacantes de peso, um volante surge como a salvação e grande investimento. Será que não tinha um meia criativo pelo mesmo valor dando sopa por aí? Ou a negociação com troca de Kleberson e vinda de Cleyton é realmente vantajosa assim?

Se quando era jovem Gilberto Silva já não era isso tudo, agora com menos vigor físico acho que pouco contribuirá pro time. Com seu poder de destruição e passes laterais, o meio-campo rubro-negro vai ganhar em marcação, mas ficará lento demais. Com Pet se arrastando após um tempo em campo - ainda assim consegue dar toque de qualidade-, não me parece promissor o futuro rubro-negro.
Saudades de Kleberson creio que os rubro-negros não sentirão. Mas espera-se mais da diretoria. Que não se confunda bom mocismo com falta de talento.

Tatiana Furtado
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A boa primeira impressão de Mano Menezes





As críticas virão, jogadores nunca antes mencionados aparecerão nas próximas listas, não concordaremos com o posicionamento ou a tática usada por ele. Normal. Isso é ser técnico de futebol, pior ainda ser for da seleção brasileira. Mas a chegada de Mano Menezes causou boa impressão. E dizem que é a primeira que fica.


É o tipo de pessoa que te agrada logo de cara, parece ser gente boa e sensato. Ao menos foi o que mostrou na primeira coletiva. Calmo, sincero, simpático. A renovação da seleção foi muito mais do que novos jogadores em ambos os sentidos. Foi na postura. E pra muito melhor. Na postura do técnico com as pessoas - sem querer defender a classe, técnico da seleção não tem que agradar jornalistas, mas ser minimamente educado com todos faz parte do contrato social.

E na postura do que deve ser a seleção brasileira em campo. Pela convocação, com todos os prós e contras, já percebemos a diferença: não há brucutus no meio-campo. Nem todos são craques de bola, mas tampouco a maltratam. Ok, não vou dizer que conheço o futebol do Ederson, mas quem conhece diz que é bom. Nem que acompanho a carreira do David Luis, mas a imprensa de lá o vem elogiando.

Pra primeira impressão, gostei do Mano e dou meu voto de confiança.


Tatiana Furtado
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Os manos do Mano


O técnico Mano Menezes fez sua primeira convocação para a partida contra os Estados Unidos, dia 10, em New Jersey. O treinador chamou nomes diferentes, que são:

Goleiros
Renan (Avaí) - Ótima aposta. Aos 19 anos virou titular do time catarinense e tem feito excelentes partidas.

Jefferson (Botafogo) - Vem agarrando bem há algum tempo. Merecia uma oportunidade.

Victor (Grêmio) - É atualmente o melhor goleiro que joga no Brasil.

Laterais
Rafael (Manchester United) - Fez ótima temporada no time inglês. Deve ser a terceira opção da lateral, após Maicon e Daniel Alves. Boa escolha e tem idade olímpica.

Marcelo (Real Madrid) - Já merecia ter ido à Copa do Mundo. Ninguém é titular do Real Madrid à toa.

André Santos (Fenerbahçe) - Não gostei. Jogador mediano, não deveria estar na seleção brasileira. Pelo menos joga na posição.

Daniel Alves (Barcelona) - Ótimo jogador. Ficou devendo na Copa do Mundo, mas tem de ser convocado sempre.

Zagueiros
David Luiz (Benfica) - Ótima convocação. Vem jogando muito no Benfica e despertou interesses dos maiores clubes do mundo. Convocação justa.

Henrique (Racing Santander) - Confesso que não me agrada. Vejo zagueiros melhores e não vem atuando bem na Espanha. Não é ruim, mas...

Réver (Atlético-MG) - Muito bom zagueiro. Acabou de ser contratado pelo Atlético-MG e não vem jogando. Foi convocado pelo que já fez e não pelo que está fazendo.

Thiago Silva (Milan) - Zagueiraço. É o sucessor natural de Lúcio e Juan.

Meias
Ederson (Lyon) - Ótima convocação. É tido como o sucessor de Juninho no Lyon. É um meia moderno, que sabe marcar.

Carlos Eduardo (Hoffenheim) - É bom jogador, mas conheço pouco. É ídolo no pequeno clube alemão. Confesso que não tenho opinião formada.

Hernanes (São Paulo) - É ótimo jogando como volante. No São Paulo tem sido armador. Outro que deveria ter ido à Copa do Mundo e foi preterido.

Sandro (Internacional) - Ótimo jogador. Alia a raça com a técnica. É um meio-campo moderno, que terá vida longa na seleção.

Paulo Henrique Ganso (Santos) - Queridinho da população brasileira. Merece a convocação, agora vamos ver se vai sentir o peso da camisa.

Lucas (Liverpool) - Ótimo jogador. Volante moderno, defende e ataca com eficiência. Estava cotado para ir à Copa.

Jucilei (Corinthians) - Bom jogador, mas precisa de mais bagagem para chegar a seleção brasileira.

Ramires (Benfica) - Ótimo jogador. Um dos poucos que se salvaram do fracasso no Mundial.

Atacantes
Robinho (Santos) - Fez uma Copa discreta, mas é importante nessa transição da experiência para a renovação. Ao lado dos meninos da Vila, pode render mais na seleção.

Neymar (Santos) - É um excelente jogador, mas muito menino e convocado pela primeira vez para uma seleção. Precisa mostrar um pouco mais de maturidade porque futebol tem suficiente.

Alexandre Pato (Milan) - Excelente jogador que teve uma temporada ruim e prejudicada por lesões. Por ser muito jovem, tem mais uma oportunidade na seleção e com toda a justiça. Essa convocação pode ajudá-lo a retomar a confiança.

André (Santos) - Foi chamado mais pelo quarteto que forma no Santos. É bom jogador, mas precisa de mais tempo para ficar pronto para uma seleção principal.

Diego Tardelli (Atlético-MG) - Perdeu a vaga para a Copa no fim. Ganha outra chance na seleção por ter mostrado regularidade no Atlético-MG. É um bom atacante, mas ainda não é o atacante que a seleção precisa.

Rodrigo Stafford e Tatiana Furtado
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Vergonha na F-1. Adivinha de quem?




Isso é ridículo. A frase de Fernando Alonso foi dita momentos depois de não ter conseguido ultrapassar Felipe Massa. Mas tirando-a desse contexto, bem que ele poderia dizer isso sobre mais uma palhaçada da Ferrari. Como fizera em 2002 com Barrichello, a equipe deu ordens pra Massa deixar passar.


Quase 10 anos depois, a Ferrari continua achando que não tem nada demais fazer jogo de equipe de forma tão descarada. Deve ser porque a punição é de 100 mil doláres. Nada pra uma equipe milionária. E pelas declarações do chefe Domenicali continuará fazendo. A não ser que retaliações de verdade sejam tomadas. Acho impossível.

O episódio vergonhoso, cujas mensagens de rádio deixaram claro que houve ordem dos boxes, serviu pra mostrar que há sim primeiro e segundo pilotos na Ferrrai. Massa, com cara de palhaço no pódio, primeiro aparentou revolta, depois pra FIA disse que não aconteceu nada. Seu contrato deve proibi-lo de ir contra a equipe. Já Alonso, com a cara mais cínica do mundo, ainda perguntou o que houve com o brasileiro.

Em 2002, ainda que não se justifique tal atitude, Schumacher era líder do campeonato e a equipe queria garantir o título o quanto antes. Mas aqueles quatro pontos não fariam diferença alguma no fim. Agora, Alonso está em quinto lugar, mais de 30 pontos atrás de Hamilton. E os carros da Ferrari não parecem que vão dar uma arrancada nas oito corridas finais. Ou seja, uma atitude só pra mostrar quem manda na equipe e desmoralizar o brasileiro. E que esportividade não é o forte da casa de Maranello.

Tatiana Furtado
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Vôlei: Brasil é campeão pela nona vez


Impossível falar da nona conquista da Liga Mundial de Vôlei sem falar de Bernardinho. Quando ele assumiu o time masculino, o Brasil tinha apenas um título e a itália era soberana na competição com oito troféus. Passaram-se dez anos, e agora, a seleção brasileira é a maior vencedora com nove conquistas.

Depois da perda do título olímpico para os Estados Unidos, em 2008, Bernardinho começou uma ampla renovação da seleção. Saíram talentos indiscutíveis como Gustavo, André Nascimento, André Heller, Anderson e Marcelinho e a nova geração, que ganhou tudo nas categorias de base, chegou e já começou vencendo a Liga do ano passado, em uma partida roubadíssima contra a Sérvia.




A nova geração supera, e muito, a antiga em relação ao tamanho. Vissotto, Lucão, Theo e Sidão se juntaram a jogadores que já ganharam tudo como Giba, Murilo e Dante. Esta mistura dos novatos com a experiência fez o Brasil ganhar mais uma vez. Desta vez, a vitória foi sobre a Rússia por 3 a 1 (25/22, 25/22, 16/25 e 25/23). Vale ressaltar, que Dante fez um partidaço.


Dois jogadores merecem um destaques especial. O líbero Mario Junior substituiu Serginho e o fez com brilhantismo. Não deu nem para sentir falta do titular. Outro que merece destaque é o levantador Marlon. Bruninho, excepcional jogador, caiu de rendimento na hora decisiva e foi barrado por Bernardinho. Marlon, que ganhava uma chance no alto de seus 32 anos, não sentiu pressão e jogou muito. Variou bem o jogo e foi decisivo com algumas bolas de segunda simplesmente geniais.
Rodrigo Stafford
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A letra de cada um

Olha o que dá o cara tentar fazer o que não sabe. No Juventus, da Itália, o brasileiro Diego deu lindo passe de letra. Seu companheiro Pasquale foi imitar e...



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Placar Chutômetro

Rodrigo 111 x 134 Tatiama

Rodrigo

Grêmio Prudente 2x0 Vitória (0)
Avaí 1 x 1 Atlético-MG (5)
Vasco 1x1 Atlético-GO (0)
Goiás 2 x 1 Atlético-PR
Cruzeiro 2 x 0 Grêmio (0)
Internacional 2 x 0 Flamengo (5)
Santos 1 x 1 São Paulo (0)
Corinthians 2 x 0 Guarani (5)
Ceará 1 x 1 Palmeiras (5)
Botafogo 2 x 1 Fluminense (0)

Tatiana
Grêmio Prudente 1x0 Vitória (0)
Avaí 3 x 1 Atlético-MG (0)
Vasco 2x1 Atlético-GO (5)
Goiás 2 x 0 Atlético-PR (0)
Cruzeiro 3 x 1 Grêmio (0)
Internacional 1 x 2 Flamengo (0)
Santos 2 x 1 São Paulo (5)
Corinthians 2 x 0 Guarani (5)
Ceará 2 x 0 Palmeiras (0)
Botafogo 1 x 1 Fluminense (10)
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Mau pagador fora das competições: algum dia no Brasil?


O Mallorca, quinto colocado do espanhol 2009/2010, foi expulso da Liga Europa, competição à qual se classificara graças à boa colocação no nacional. Motivo? Segundo a Uefa, os critérios de admissão do clube não estão de acordo com o regulamento da entidade. Explicando: com problemas financeiros (dívida estimada em 85 milhões de euros - uns 200 milhões de reais), vem tentando negociar com seus credores. Mas como não o fez, cumpriu-se a lei. Ainda cabe recurso, no entanto, ao clube cujo um dos acionistas é o tenista número 1 Rafael Nadal.

Será que um dia algo parecido acontecerá no futebol brasileiro? Clubes sendo punidos pela má gestão de suas receitas? Na Europa, não é a primeira vez que isso acontece. Clubes ingleses já receberam punições severas pelo mesmo motivo. Mas será a Conmebol (o que seria a nossa Uefa) capaz de excluir um grande do Brasil de uma Libertadores porque não cumpriu seus compromissos?


Nem é capaz, nem o fará. Interesses políticos - que também os há na Europa - são muito maiores aqui pela América. Se nem a proibição de jogos em altitude acima de 2.500 metros passa, imagina tirar um Flamengo ou um Corinthians de uma grande competição...


Tatiana Furtado
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Será que o futebol se moderniza algum dia?



Por que só o futebol não muda? Todos os esportes populares se modernizaram, alteraram suas regras - para o bem ou para o mal -, aceitaram as inovações tecnológicas para evitar erros. Mas, desde que acompanho a paixão nacional, tudo continua na mesma. Inclusive as polêmicas. Se não me engano a última mudança mais significativa foi a bola atrasada pro goleiro que não pode pegá-la com a mão.


Agora, os velhinhos da Internacional Board tentam mostrar serviço com o teste de colocar assistentes atrás do gol - o que o Carioca já fez - a fim de evitar os absurdos cometidos na Copa, como o gol não dado do inglês Lampard contra a Alemanha e o não anulado por impedimento gigantesco de Tevez contra o México.

Muito pouco diante das inúmeras mãos, braços, dedos na bola, gol claros não confirmados e impedimentos grosseiros não vistos. Além da violência, pouco coibida em campo. A Fifa continua a ignorar o uso da tecnologia com o argumento da democratização. Nem todo mundo poderá ter bolas com chips ou telões com replays. Se nas grandes competições tivessem isso já estaria de bom tamanho.


Outro velho argumento é que graça do futebol é essa... Os ingleses devem ter achado muito engraçado o gol de Lampard entrar e o juiz não ter visto. Assim como os irlandeses com a mão de Henry. Estão rindo até agora. Pelo menos da pífia atuação francesa no Mundial.

Todos os argumentos são nulos pelo simples fato de que o prejudicado não o seria se alguma das medidas estivessem em vigor. Ao menos nos erros mais grosseiros. Ninguém é ingênuo de crer que as polêmicas acabariam e que qualquer lance duvidoso pararia o jogo por minutos. Pararia o tempo suficiente pra se conferir o que houve. Como hoje já se para quando todos os jogadores vão em cima da arbitragem reclamar de algum lance claro e retardam o recomeço da partida.


Além dos erros de arbitragem, a própria dinâmica do futeol parece intocável há anos. A velocidade em campo triplicou, os espaços diminuíram e as faltas continuam. Ninguém pensa em limitar número de faltas e quem exceder ser penalizado com cobranças extras (já foi feito por aqui num torneio da vida). Ou ainda aumentar o campo ou diminuir o número de jogadores. Não sei se é impressão minha, mas sempre acho os jogos melhores quando os times têm expulsões.


Isso já é sonhar demais. Uma bolinha com chip já me deixaria satisfeita. Por enquanto.


Tatiana Furtado
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Placar chutômetro



Rodrigo 91 x 109 Tatiana
Quem acertar o placar do jogo recebe 10 pontos, quem acertar o resultado leva 5.

Rodrigo
São Paulo 2 x 0 Grêmio Prudente (0)
Atlético-MG 1 x 1 Internacional (0)
Vitória 2 x 0 Goiás (0)
Flamengo 1 x 0 Avaí (0)
Grêmio 1 x 0 Vasco (0)
Atlético-GO 1 x 1 Corinthians (0)
Atlético-PR 0 x 2 Santos (0)
Palmeiras 2 x 0 Botafogo (0)
Fluminense 1 x 1 Cruzeiro (0)
Guarani 0 x 1 Ceará (0)

Tatiana
São Paulo 2 x 1 Grêmio Prudente (0)
Atlético-MG 0x 1Internacional (5)
Vitória 2x 0Goiás (0)
Flamengo 1x0 Avaí (0)
Grêmio 3x0 Vasco (0)
Atlético-GO 1x1 Corinthians (0)
Atlético-PR 1x2 Santos (0)
Palmeiras 2x2 Botafogo (10)
Fluminense 2x1 Cruzeiro (5)
Guarani 2x2 Ceará(5)
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O desafio de Mourinho


Como acontece todos os anos começa a janela de transferências e o Real Madrid tem interesse em todos os jogadores do mundo. Só que na temporada 2010/11 algo mudou. E este algo se chama José Mourinho. Melhor técnico do mundo, o português é especialista em montar times vencedores, mas como fazer isso com jogadores chegando e saindo a todo momento?

Só na última temporada deixaram o clube merengue, entre vendas e empréstimos, 23 jogadores. Mourinho já começou sua faxina tirando jogadores símbolos do clube, mas que há anos não rendiam como Guti e Raul e está tentando trazer seus queridinhos como Maicon, em detrimento aos milhares de atacantes que o Real contrata a cada começo de temporada.

A busca do treinador por um time equilibrado bate de frente com a política galática de Florentino Perez. O presidente do Real Madrid mantém o time em evidência há anos pelos craques contratados que não rendem, já que dentro de campo faz muito tempo que o time espanhol não conquista há algum tempo (temporada 2007/08).

Mas não é só a direção do Madrid que terá de rever seus conceitos. Mourinho também. Acostumado com ligas de futebol pesado, de muita marcação, ele terá que se acostumar com a leve liga espanhola, onde as defesas são preteridas por um bom toque de bola e atacantes de qualidade. A forte marcação e o futebol de contra-ataque que ele fez no Inter de Milão não serão tolerados por jogadores e torcedores do clube, até mesmo porque o clube tem no plantel nada menos que Kaká, Cristiano Ronaldo, Benzema entre outros.

Para ter sucesso, José Mourinho vai ter que entender a Espanha, o clube e sua liga. E o Real Madrid terá que entender os métodos de trabalho de seu novo treinador. Sinceramente, se há alguém que possa fazer dar certo a política galática é o galático Mourinho.


Rodrigo Stafford
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Nova Era no Flamengo


Que algo precisava ser mudado na Gávea, era óbvio. Não apenas pelo caso Bruno, mas por toda a zona em que se transformou o clube após o título brasileiro. Mas, como toda mudança, há os prós e contras. Há as boas ideias de Zico, que chega como o salvador da pátria, e alguns exageros. Do próprio Galinho e da presidente Patricia Amorim.

Dizer que as ações do jogador poderiam ter sido evitadas pelo clube é um dos exageros. O que poderiam ter sido evitados eram os privilégios, os eternos perdões a comportamentos como atrasos e faltas do Adriano, e o excesso de poder dado ao capitão. Lembre-se que Bruno chegou ao ponto de destratar Andrade na época que este era auxilar-técnico, em uma das cenas da falta de comando do rubro-negro.

Agora que o título fez mal, isso é verdade. Encobriu todos os problemas de relacionamento, de estrelismo, permitiu abusos de todos os lados. E a nova presidente não conseguiu ter o comando de nada. Mas duvido que algum torcedor trocaria o título por um clube de santos e bons meninos. A conquista está lá e não será apagada.

Agora é trabalhar pra que outras conquistas venham, mas de outra forma, com gestão profissional. Algo muito falado na Gávea há décadas. Zico acerta em tentar arrumar as categorias de base do Rubro-Negro, que estão lotados de empresários e oportunistas. Outra boa iniciativa é o investimento no Centro de Treinamentos Ninho do Urubu.
No entanto, Zico também erra. As contratações até o momento são duvidosas. Gosto do futebol de Correa, mas acho Val Baiano um jogador de várzea. Renato Abreu é bom jogador, mas sua personalidade forte pode atrapalhar. E ainda tem idade acançada. Sem atacantes, o clube aposta na base. Mas é pressão demais para os jovens rubro-negros conseguirem substituir astros como Adriano e Vagner Love.
Rodrigo Stafford e Tatiana Furtado
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Quem será o técnico do Brasil?


A CBF prometeu anunciar o novo técnico da seleção brasileira até domingo. Desde o fim da Copa do Mundo da África do Sul, a imprensa bate nas mesmas teclas: Luiz Felipe Scolari, Mano Menezes, Muricy Ramalho, Leonardo e Ricardo Gomes.

Vou fazer uma pequena análise das opções citadas acima.

Luiz Felipe Scolari - É o favorito do povo. Grande parte da população quer de voltar o treinador do penta. A seu favor tem o carisma, a qualidade inegável e saber ter o grupo nas mãos, além do bom relacionamento com a imprensa. Contra Felipão está o fato dele ter assumido o Palmeiras. Outro fato que pesa é ter mais a perder do que a ganhar. Se ganhar outra Copa apenas repetirá o que fez em 2002, se perdeterá a alcunha do fracasso, assim como Carlos Alberto Parreira.

Mano Menezes - Bom treinador. Fez bons trabalhos de reconstrução no Grêmio e Corinthians quando estes times foram rebaixados. A seu favor tem o lobby do presidente do Corinthians Andrés Sanches, além de ser extremamente educado e cortes com todos. Contra Mano pesa sua falta de experiência internacional. Nunca ganhou nada fora do Brasil. Em territótio nacional seu currículo é reduzido: venceu uma Copa do Brasil, dois estaduais e duas vezes a Série B. Pouco para o técnico da seleção.

Muricy Ramalho - Trabalhador nato, este discípulo de Telê Santana tem o gosto da vitória na boca. Sabe muito de futebol, mas não faz lobby. Muricy tem a seu favor títulos e trabalho. Foi tricampeão brasileiro pelo São Paulo e já deu um jeito no time do Fluminense. Contra o treinador tem seu estresse com a imprensa (que não aconteceu ainda no Flu) e o fato de não usar muito as categorias de base dos clubes onde passa, exatamente a renovação que a CBF preocura.

Leonardo -Um gentleman do futebol. Teve longa carreira na seleção com o jogador e começou no ano passado como treinador. A seu favor está a educação e o fato que melhoraria a imagem da CBF. Contra Leo pesa a falta de experiência. Apesar de ter feito muito bom trabalho no Milan na última passada, saiu do clube italiano por divergências com o dono do time Silvio Berlusconi. Não teve outra experiência como treinador. Talvez seja um ótimo coordenador.

Ricardo Gomes - Não é má vontade, mas não tem a manor condição de ser técnico da seleção. A seu favor, o fato de ter sido um craque na defesa e ser de uma educação poucas vezes vista no futebol. Extamente o inverso de Dunga. Contra pesa a falta de títulos (foram três copas menores na França) e o fato de ter sido técnico da seleção olímpica que tinha Robinho e Diego. Não conseguiu conter a bagunça e sequer conseguiu classificar para os Jogos Olímpicos.

Como todos, meu favorito é Scolari. Mas o plano B seria Muricy Ramalho. Para mim, os outros não têm condições de assumir a seleção brasileira. Acredito que Muricy será escolhido.

Rodrigo Stafford

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Quem é que chega?


Apesar de apenas nove rodadas terem sido disputadas, algumas impressões já podem ser feitas sobre o Campeonato Brasileiro. A pausa para a Copa do Mundo fez times com potencial subirem e outros não aproveitarem tão bem a parada.

Antes da Copa, o Corinthians era líder. Mesmo ser ter sido brilhante em nenhum momento, o time voltou bem, lidera o campeonato e deve lutar pelos lugares cimeiros até o fim. Bruno César é ótimo jogador e, se Ronaldo quiser jogar...

O Fluminense aparece bem também. Bom time, vem jogando bem e contratou certo. Apesar de Belletti e Deco serem ótimos reforços, podem tirar a velocidade do Tricolor. Mas com Muricy no banco, o problma deve ser brevemente reduzido e o time é forte candidato ao time.



Três times ressurgiram na volta do Brasileirão: Cruzeiro, Flamengo e Internacional. O primeiro trocou de técnico (Cuca entrou no lugar de Adilson Baptista), perdeu jogadores, mas deve se reforçar bem. Tem bom time e, como sempre, vai lutar lá em cima na tabela.

O Flamengo perdeu jogadores, esteve no meio do turbilhão do caso Bruno, mas voltou bem. O time de Rogério Lourenço tem uma forma de jogar. Com três volantes que sabem jogar (Kleberson, Willians e Correa), um craque e um time que marca muito, os rubro-negros estão surpreendendo. O ataque ainda é muito ruim e não é Val baiano que resolverá. Sinceramente, não acredito que o Fla brigue pelo título, apesar da raça de seus jogadores.

O Internacional é uma constelação. se não deu certo com Jorge Fossati, é digícil crer que não dê agora. Trouxe Renan, Tinga e Rafael Sóbis e já tinha Guiñazu, D'Alessandro, Kleber, Giuliano, Alecsandro e outros. As duas vitórias já mostram que Celso Roth está no caminho certo e que vai ser complicado segurar o Inter.

Sobre Santos e Palmeiras não acredito. O primeiro pode até lutar para ficar entre os quatro, mas não creio em sucesso. O segundo reza para Felipão fazer mágica e Kleber gols. Meio da tabela.

O São Paulo tem um técnico muito ruim. Deve perder jogadores e se não se reforçar pode pela primeira vez em muitos anos disputar a Copa do Brasil no ano que vem.
Rodrigo Stafford
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O futuro dos técnicos


Quase metade dos 32 treinadores que estiveram na Copa do Mundo ganharam cartão vermelho. Alguns por vontade própria, outros pelo trabalho não ter sido satisfatório. Entre os mais notórios estão Dunga, Raymond Domenech e Marcello Lippi.

Brasil: Dunga sai odiado pela população e estão entre os cotados Leonardo, Muricy Ramalho e Mano Menezes. O favorito é Luiz Felipe Scolari.

África do Sul: Carlos Alberto Parreira disse que seu ciclo no país estava encerrado. Seu auxiliar Pitso Mosimane assumiu os Bafana Bafana.

Coreia do Sul: Apesar da boa campanha, Huh Jong-Moo não quis ficar. O cotados são Kim Hak-Beom, ex-treinador do Seongnam Ilhwa (com quem venceu o campeonato local por sete vezes), e Choi Kang-Hee, técnico campeão em 2009 com o Jeonbuk Motors

México: Javier Aguirre saiu e a Federação não tem pressa para divulgar seu substituto.

Coreia do Norte: Só se sabe que Kim Jong-Hum está fora.

Nigéria: Acabou o contrato do sueco Lars Lagerback e não foi renovado. Seleção ainda procura um substituto.

Itália: O campeão do mundo Marcello Lippi deu adeus à Azzurra. Em seu lugar entra Cesare Prandelli, ex-Fiorentina

Grécia: Depois de muito tempo, Otto Renhagel resolveu que era hora de sair e deu lugar ao português Fernando Santos.

Camarões: O francês Paul Le Guen está fora após o vexaminoso Mundial. O alemão Lothar Matthaus é o mais cotado. O bósnio Vahid Halihodzic corre por fora.

França: Raymong Domenech já era passado antes mesmo da Copa começar. O ex-capitão Laurent Blanc assume.

Costa do Marfim: Sven-Göran Eriksson ficou dois meses no cargo e já está fora. A Federação ainda está procurando opções.

Austrália: Pim Verbeek está fora. Elçe é o novo diretor técnico da seleção de Marrocos. O francês Paul Le Guen, ex-Camarões, é o favorito.

Japão: Apesar da boa campanha, Takeshi Okada não permanece. A Federação sonha com os argentinos José Pekerman e Marcelo Bielsa, além do campeão do mundo Vicente Del Bosque.
Rodrigo Stafford
Fonte: Blog É muito pênalti
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Entrevista com Muricy Ramalho - parte 2



A segunda parte da entrevista do técnico Muricy Ramalho com Tatiana Furtado para o jornal O Globo.

Acha a imprensa carioca diferente da de São Paulo?
MURICY: Em relação à imprensa é tranquilo. É um pouco diferente da de São Paulo, que é diferente de Porto Alegre. São mais tranquilos no que diz respeito às coletivas. Estou me dando bem nesse sentido.

Como está sendo a adaptação à cidade, já está bem instalado?
MURICY: Estou há dois meses procurando, esse foi o grande problema que tive no Rio de Janeiro. É o lugar mais caro do mundo, cara. Não pensava que ia ser tão difícil achar um lugar pra morar. Acho que agora arranjei um lugar pra morar, no Leblon. Foi muito difícil porque é muito caro e eu não sou chegado em gastar nenhum centavo, mas vou ter que gastar, não teve jeito. Coisa absurda.

E seu dia a dia no Rio?
MURICY: Estou me adaptando bem, um lugar bom, as pessoas me tratam superbem, diferente dos outros lugares. Existe um assédio, mas mais controlado. O carioca convive muito com as pessoas famosas, não sou famoso, mas sou do futebol e chamo a atenção. Quando vou a São Paulo, outros lugares, o assédio é um pouco maior. Já morei aqui, não tinha tanto trânsito, está parecido com São Paulo. Mas a qualidade de vida é muito melhor. Em São Paulo, pra ter um pouco de qualidade de vida eu saio da cidade.

Já conheceu a noite da cidade?
MURICY: Não, eu não saio muito. Quando voltamos de Mangaratiba, estava há muito tempo preso no hotel, só hotel o tempo todo. Perguntei aonde poderíamos tomar uma boa cerveja. Fui num bar famoso, gostei da cerveja e se come bem também. Até voltei depois. Mas foi o único lugar que fui. Estou aqui há dois meses e nem fui a shopping. Meu programa favorito é descer e caminhar na praia, no calçadão, na areia. Noite não é meu forte, boate não dá mais pra mim, já fui bom nisso.

Você veio sozinho. Como cuida da casa aqui? Lava, cozinha, varre?
MURICY: Varrer eu não gosto não. Acontece que eu morei muitos anos sozinho. Aí, você aprende a cozinhar. Agora mesmo que arranjei esse lugar, olhei e não tinha panelas. Brincadeira, como vou cozinhar. O cara disse: "Você cozinha? Mas tem um restaurante aqui no flat". Claro que cozinho, gosto de ficar na minha casa. E para passar o tempo, gosto de inventar alguma coisa no fogão. Também não gosto de bagunça, e por isso lavo tudo depois. Quando vou pra Ibiúna, faço meu churrasco e eu que lavo, não vou pra lá dar trabalho pra minha mulher

Qual é o prato do chef Muricy?
MURICY: Eu gosto de fazer um risoto. É mais fácil e demora muito pra fazer, uns 40, 50 minutos, pra fazer bem feito. Passa o tempo, o grande negócio do risoto não é comer, é fazer, tem que mexer, toma um vinho e conversa, ouve música.

E que música que está tocando enquanto faz o risoto?
MURICY: Gosto de tudo quanto é música. Era um pouco roqueiro, na minha época, gosto do Ira, do Nasi, que é meu amigo, do Cazuza, do Rolling Stones. Do lado romântico, o Roberto Carlos, que é o rei. Gosto dos caipiras, do Zezé di Camargo e Luciano, do Leonardo, que é meu amigo, vou muito nos shows dele. Gosto do Exalta Samba, vou a show deles. Depende do dia, se estou meio triste, uma música mais triste. Gosto de música mexicana, porque morei seis anos no México. Às vezes, quero fazer um pouco de barulho, dar uns tiros pro alto, ponho um Mariachi.

Gosta de vários estilos, chegou a aprender a tocar algum instrumento?
MURICY: Outra coisa que desde criança coloquei na cabeça que queria aprender a tocar piano. Gosto de ver e ouvir alguém tocando piano. Mas também nunca parei para fazer piano. Porque queria jogar futebol de manhã até de noite. Como é que ia ser pianista. Ia ser jogador mesmo.

http://oglobo.globo.com/esportes/brasileiro2010/mat/2010/07/12/tecnico-tem-que-estar-preparado-pra-tudo-diz-muricy-ramalho-917133585.asp

Fonte: O Globo
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Entrevista com Muricy Ramalho - parte 1



Conheça um pouco mais do técnico Muricy Ramalho. Ele foi entrevistado por Tatiana Furtado para o jornal O Globo.

Seu nome é um dos cotados para assumir a seleção brasileira novamente. Em 2006, você já havia dito que se sentia preparado. Continua? Está pronto para ser o técnico?
MURICY: É claro. O técnico de futebol tem que estar preparado pra tudo que acontecer com ele. Existem vários técnicos bons que têm capacidade de assumir, como o Felipão. Mas não podem chegar em você, te fazer alguma pergunta, daqui ou de fora, e não saber responder, não ter conhecimento. Você é técnico, tem que se preparar, estudar, estar olhando jogo todo dia.


Puxando o assunto seleção, você sempre diz que sua maior frustração foi não ter ido à Copa de 78 por causa de uma lesão. Ser técnico da seleção poderia superar isso?
MURICY: Pode ser porque realmente é uma coisa que marcou e eu não esqueço. Era a minha oportunidade, faltava um ano, com certeza eu iria. Não ia ser titular porque o titular era o meu ídolo Zico, e eu ia ser reserva dele. Já estava ótimo. Até hoje não esqueço. Na vida acontece isso. Tira uma coisa de você e depois dá outra. Depois disso fui muito feliz, em todos os lugares que passei ganhei título. Não sei, a vida pode me reservar ainda uma Copa do Mundo.

Isso mexe com você?
MURICY: Deixo que tudo aconteça naturalmente, sou discreto, não gosto de ir à TV, só dou entrevista porque vocês pedem. Tem que se trabalhar nos lugares porque você merece, porque conquistou. Armar esquema para chegar aos lugares não é comigo. Se acontecer, tudo bem. Não perco o sono por isso não. Como foi em 2006, meu nome foi muito falado, não aconteceu, não senti nada, continuei na minha.

Como jogador e como técnico, você conviveu muito com o Telê Santana, que também tem uma grande história no Fluminense. Ele foi o seu mentor?
MURICY: Tive vários técnicos, tive o (Rubens) Minelli, aprendi muito com ele, ele começou a mudar muito os treinamentos no futebol. E o Telê, que foi meu técnico como jogador e depois fui trabalhar como auxiliar dele. Já o conhecia, sabia a maneira que ele era, era chato pra caramba. Vocês dizem que sou chato pra caramba, vocês não viram o Telê. Era muito duro, falava muito pouco, não sorria nunca. Mas tinha essa coisa de trabalho, trabalho, e assim construiu a carreira dele. Eu peguei muito disso aí e a minha personalidade era parecida com a dele. Por isso acho que dei certo com ele. Às vezes, ficava uma semana sem te cumprimentar, nem um bom dia e boa tarde. Tinha que saber lidar com ele. Aprendi demais com ele, a parte da disciplina, obcecado pelo trabalho. O cara ganha um título e se acomoda. Aí é o mal da pessoa e ele nunca se acomodava. Depois tive o Parreira, um cara ótimo na parte de teoria, grupo, treinamento excelente. Mas o Telê realmente é o cara que me espelhei.

Agora você pode seguir os passos dele...
MURICY: É legal porque trabalhei muito tempo com o Telê e ele contava as histórias da vida dele. Ele passou por vários times e a seleção, inclusive. Mas a história que ele mais gostava de contar, por incrível que pareça, era do Fluminense. Nem mesmo do Atlético-MG ele falava tanto. Contava muitas coisas do tempo que jogava aqui, do carinho que tinha aqui. Isso acontece por ser bem recebido no lugar, cria a identificação. E estou aqui seguindo os passos dele. Agora só falta ir pra Copa do Mundo (risos).

Você chegou ao Fluminense com a missão de fazer um time campeão. O que encontrou nas Laranjeiras?
MURICY: Encontrei um lugar e a torcida muito parecida com a do São Paulo, a maneira de torcer, de ir ao estádio. As Laranjeiras, muita fama, tem muita história. Como é tombada, não podemos mexer muito. Mas temos que melhorar a estrutura. Sem boa estrutura, não adianta de nada.

O que conhece da história do Fluminense?
MURICY: Conheço a dupla famosa Assis/Washington. O time campeão da Copa do Brasil, o da final da Libertadores, o gol de barriga do Renato, que é muito falado. E claro a Máquina Tricolor, com Rivelino, Gil, Manfrini, Toninho, que é do meu tempo. Tive o prazer de enfrentar essa geração. E ganhamos de 1 a 0 deles no Morumbi.

No presente, o time parece acertado nas primeiras rodadas do Brasileiro. O Deco está chegando, como encaixá-lo?
MURICY: Futebol é difícil comentar o que vai fazer. Tem que ver o jogador, o momento, como ele se encontra. Primeiro preciso estar com ele pronto, física e taticamente. Livre para jogar, não pode ainda por causa da janela. No futebol, tudo é o momento. Como o time se encontra, o que o time precisa dele. Isso que vai fazer eu escalar ele numa posição ou outra.

E o que você acha do Deco, que é um desejo do clube anterior à sua chegada?
MURICY: Grande jogador, tem um currículo no Barcelona. É claro que não podemos pensar no que o jogador fez lá atrás. Temos que pensar hoje. Pelo que a gente conversou antes da contratação dele, está bem fisicamente. E é um meia que não temos muito no futebol brasileiro, que cadencia bem, passa bem, vai ser muito importante.

Você tem algum problema em contratações que nem sempre passam por você?
MURICY: Sou um treinador que não tenho manias. Não tenho jogador meu. Sei que tem muito treinador que é assim, que leva o cara pra lá, pra cá. Eu não sou empresário, eu sou técnico de futebol. Chego no time e treino os jogadores que estão lá. O jogador não é meu, é do time. Meu negócio é chegar aqui, trabalhar duro e ir para minha casa.

Você se considera um obcecado pelo trabalho, estuda, gosta de tática, de treinamento. O jogador brasileiro entende?
MURICY: Hoje o jogador brasileiro entende. Muitos vão para Europa e ficam tempos lá. O treinador brasileiro também está especializado nisso. Até porque se não se modernizar não chega a lugar nenhum. Claro que se falar de tática só na teoria, não vai entender. Mas se for na prática, no dia a dia, repetição, ele faz e faz bem. É só questão de o jogador acreditar no que você está falando.

É diferente da sua época?
MURICY: Muito diferente. Na minha época, era pura técnica, tinha mais espaço para jogar. Era pouco mais lento o jogo, os técnicos deixavam muito nas mãos dos jogadores. Que é o ideal. E hoje é o que prevalece ainda. Prevalecem a técnica, a qualidade, o improviso. É muito mais importante do que a parte tática e física porque o que continua decidindo o futebol é a qualidade. Não é o técnico, não é tática, é a qualidade. Mas precisa treinar. Porque antes os caras corriam 4km, hoje correm 13km. A velocidade aumentou, o espaço diminuiu. Tem que mudar alguma coisa.

Seu lema sempre foi "Aqui é trabalho". Algum problema em lidar com craques, que nem sempre gostam de treinar?
MURICY: Eu trabalhei com muitos craques. Aqui mesmo, tem o Fred e o Conca que são craques e treinam muito. Isso é questão de fazer o jogador entender que ele é craque e melhor preparado vai ser mais craque ainda. O treinador tem que ser exemplo de horário, de conduta pro jogador. Tem que cobrar mesmo, tem que trabalhar. Não vejo diferença nenhuma, nunca fizeram diferente do que eu pedia.

Se tivesse que escolher entre um craque indisciplinado taticamente ou um jogador obediente, mas não tão bom?
MURICY: Se ele chegar no jogo, tem essa fama de craque e mostra no campo, não precisa nem treinar. Deixo ele na sauna, na massagem. Mas tem que chegar lá domingo, driblar, fazer gol, fazer um monte de coisa. Mas se o cara só tem a fama de craque e fica no chinelinho, não dá. Se fizer isso tudo mesmo que a fama demonstra, ponho ele no algodão. Já trabalhei com vários craques. A coisa estava ruim, dava para ele decidir e decidia mesmo, então esse cara tem que ser cuidado. Mas tem muita gente que tem a pinta, fama de craque. Infelizmente no Brasil, o cara joga um jogo bem e já é craque. Não é assim. Craque não é isso e é um pouco de culpa da imprensa também, que põe o cara lá em cima e não é.

Falando de craque, qual foi o melhor jogador que treinou?
MURICY: O que eu já treinei nem falo. Mas o que vi jogar, depois do Pelé, que não conta, vi o Zico. Foi o cara mais completo que vi jogar. Completo porque passava, cabeceava, batia faltas, fazia gol, driblava, fazia tudo. Falar do jogador que trabalhei é difícil falar porque trabalhei com muita gente e posso cometer uma injustiça. Trabalhei com Muller, com Cerezo... Difícil escolher.

Lidar com craques, jogadores em geral, sempre tem o problema de disciplina. Como você lida com essa questão?
MURICY: A vida pessoal do cara não me interessa. Esse negócio de usar brinco, calça rasgada, celular. Essas porcarias tem técnico que não gosta. Eu só entro na vida do jogador se o que ele estiver fazendo fora daqui vai prejudicar meu time. Aí sim, vou chegar e falar: "Meu, você está exagerando, você está fazendo coisa errada". Mas fazer coisas normais, sair à noite, tomar a cervejinha, não tem problema. Desde que ele não se prejudique fisicamente. Porque, se se prejudicar fisicamente, vai prejudicar meu time, aí sim vou chamá-lo. A parte da disciplina, comportamento em hotel, aeroportos, no dia a dia aqui, isso é o mínimo que o jogador tem que fazer, isso eu cobro muito.

Já teve problema com algum jogador?
MURICY: Citar nome é difícil porque vou prejudicar alguém. Mas já tive sim. Aconteceu do cara fazer coisa errada, eu ter que chamar. Se for mais grave vai pra fora mesmo, se não for tão grave, vai na conversa. Existe uma conversa bem franca. É difícil isso acontecer comigo porque quando chego no clube eu explico pra eles quem sou, como eu trabalho, como vão ser as coisas para depois não dizer que não sabia. Sabe sim. Se fizer isso, vai acontecer isso. Fica uma coisa combinada.

Na sua época, você teve algum problema de indisciplina?
MURICY: O problema na minha época era o meu cabelo. Eu era muito cabeludo. Na época, era tempo dos Beatles, era onda. A gente tinha um técnico argentino (incrível, né, argentino gosta de cabelo grande). Ele não gostava do cabelo daquele jeito, mandava eu cortar. Eu falava: "Não corto, meu". Ele disse: "Se você não cortar, está suspenso". Então, tá, estou suspenso. Mas cortar, eu não vou cortar. Tem que ver o jogador, como é que eu faço. Mas no dia a dia era muito disciplinado. Tinha essa pinta de rebelde por causa do meu estilo. Usava tamanco, era cabeludo... Os caras achavam que você era um puta louco, mas era comportado.

O regime de concentração foi muito falado na Copa por causa do time fechado do Dunga e da Holanda, que abriu para as famílias. Você gosta de concentração?
MURICY: Eu também não gosto de concentração longa. Se joga domingo e concentra dois dias antes, não gosto. Eu concentro o mínimo possível. Claro que tem que ter uma parceria com o jogador. Não vai ficar muito preso não, mas vai descansar com a família em casa. Não pode jogar domingo, e na sexta-feira estar numa boate. Aí não dá, não é compatível. Agora, cada um tem a sua cultura. Se o Brasil faz como a Holanda fez e perde, a imprensa vai dizer que foi por causa daquilo. O cara exagerou, fez muito sexo. A verdade é essa. No Brasil não depende nada de filosofia. Depende só de uma coisa, resultado. Aconteceu resultado positivo, vai ter um monte de coisa errada que ninguém vai falar, vai passar por cima.

Como foi o que aconteceu em 2006, na Alemanha?
MURICY: Algumas coisas que aconteceram foram erradas. Jogador chegou muito acima do peso, é errado. Treino também com muita gente dentro do campo é errado. O que eu não concordo, não acho legal, é fechar muito também. Eu mesmo não consigo ficar preso no hotel muito tempo. O que faz diferença no futebol é ganhar. Se ganhar, pode fazer tudo. Pode sair, pode fazer sexo, o que quiser. Perdeu, vão te cobrar em relação a isso.

O que você achou da seleção? Como viu a derrota?
MURICY: Eu tenho uma teoria, acho que foi o gol deles. O gol deles arrebentou com o Brasil. Não foi vestiário, não foi no túnel, não foi nada. O Dunga não mandou ninguém pra trás, ele não é louco. Fez um ótimo trabalho nesses três anos e meio. O Brasil estava excelente, tomou o gol e foi a nocaute. As pessoas ficam procurando coisas. O Brasil tomou um gol que não toma, porque nossa zaga é forte e o goleiro, o melhor do mundo, aí desaba mesmo o psicológico.

Dunga teve problemas com a imprensa. Você é tido como ranzinza. Concorda com a fama?
MURICY: Acho que é a fama de uma coisa que não é verdade. Eu sou um cara bem tranquilo. Às vezes, na coletiva, você acaba o jogo com a adrenalina lá em cima. É uma ou outra pergunta de alguém. Você responde só pra esse, mas na sala tem 200 pessoas. Você responde só pra um e toma dimensões que parece que sempre é aquilo. Parece que você é sempre turrão, zangado. E não é assim. Eu tenho a minha personalidade, depois do jogo é o repórter querendo tirar proveito da situação negativa ou positiva. E é o técnico, não só eu, tentando se defender das coisas. O que me incomoda muito é tipo fofoca, o cara falou aquilo ou isso. Esse tipo de pergunta não me interessa. O que me interessa é futebol.

Incomodava criar rixas com o Vanderlei Luxemburgo?
MURICY: Claro. Isso é uma bobagem porque não aceito isso. Eu nunca comento sobre técnico adversário, jogador adversário. Acho que isso não é legal, falta de respeito. Nada que for extra-campo eu comento. Só que às vezes não interessa muito ao repórter, porque é uma coisa muito técnica, e precisa pôr um pouco de pimenta. Aí, o cara quer pôr um pouco de pimenta. Vai ter pimenta, porque não entro nesse tipo de jogo.

http://oglobo.globo.com/esportes/brasileiro2010/mat/2010/07/12/tecnico-tem-que-estar-preparado-pra-tudo-diz-muricy-ramalho-917133585.asp
Fonte: O Globo



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De volta à realidade




Nada de depressão pós-Copa. Nem deu tempo de sentir saudades da Jabulani, da vuvuzela, do Mick Jagger, do Galvão Bueno e do Casillas. O polvo Paul está fazendo falta, admito. Mas três dias depois dos gritos de "campeones, campeones" estamos de volta à dura realidade do Brasileiro. De volta aos jogos das 21h50, aos fechamentos apressados (coisa de jornalista) e a Diego Mauricio, Vinicius Pacheco, Caio, Lucio Flavio, Dedé, Titi...


Para quem viu Argélia e Eslovênia num domingo às 8h30, até que o clássico entre Flamengo e Botafogo foi melhor do que esperava. Não, não foi um grande jogo. Gramado péssimo (drenagem do Maracanã deixou a desejar), torcida ínfima e apenas flashes de qualidade em campo. Mas não faltou vontade. E o rubro-negro, contando com o talento de Petkovic, conseguiu a vitória e sair um pouco das páginas policiais.


O jogo do Vasco não vi, só alguns lances de rabo de olho. E por esse pouco fiquei com a impressão de que o empate fora de casa contra o Goiás valeu como vitória. O time precisa urgentemente que agosto chegue e os reforços possam jogar.

Nas outras partidas, os visitantes surpreenderam. O Avaí venceu o São Paulo por 2 a 1 - que deve ter cabeça só pra Libertadores; o Inter ganhou do Guarani (3 a 0); o Cruzeiro passou pelo Atlético-PR (2 a 0) candidato fortíssimo ao rebaixamento; o Vitória arrancou um empate com o Grêmio no Olímpico (1 a 1). Já os líderes Cortinhians e Ceará não saíram do 0 e podem ter dado a liderança ao Fluminense, que joga contra o Prudente hoje. O tricolor já aparece como um dos favoritos ao título.

Agora só faltam 30 rodadas...


Tatiana Furtado
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Gatos-mestres se deram mal na Copa


Bom, como todos, nos afundamos na análise de como os times iriam na Copa do Mundo. O número de zebras no bolões, Brasil afora, nos serve de consolo, já que o Mundial da África do Sul, as zebras passearam. Neste espaço, nos autoflagelaremos.


Grupo A

Apostamos em França e México. Erramos metade. Os franceses fizeram uma Copa patética e saíram. O Uruguai surpreendeu e voltou a ser a velha Celesta. México se classificou, mas a revolução no futebol do país ficou para 2014. A África do Sul fez o que poderia fazer.


Grupo B

Para acertar que a Argentina seria primeira do grupo não precisava nem gostar de futebol. No equilíbrio entre as fracas Grécia, Nigéria e Coreia do Sul, apostamos nos gregos que tiveram uma Eliminatória mais complexa. Deu Coreia do Sul. Erro aceitável, acerto previsível.


Grupo C

Finalmente acertamos. Apesar do péssimo futebol inglês, acertamos que os times que falam a lígua de Shakespeare passariam de fase. Acreditava que tanto Estados Unidos como Inglaterra pudessem ir mais longe, mas ambos pararam nas oitavas.


Grupo D

Voltamos ao normal e erramos. Primeiro porque apostamos em uma boa campanha da Sérvia, que apesar de vencer a Alemanha foi mal. Os alemães, como dissemos, sempre chegam, mas não sabíamos que com tanto talento. Ozil, Muller e Podolski surpreenderam. Gana foi outra boa seleção, a qual não botamos fé. Digna de elogios.


Grupo E

Acertamos a Holanda. Nenhum mérito. Esperávamos que ela fosse longe, mas não até a final. Na segunda vaga, um devaneio. Apostamos que a Dinamarca faria boa campanha e que, com a força de Samuel Eto'o, Camarões poderia surpreender. Péssimo! Os samurais japoneses jogaram bem e só caíram nos pênaltis contra o Paraguai.


Grupo F

A campeã Itália derrubou todo mundo. Se apostamos que ela não iria longe, não prevíamos que cairia na primeira fase. O Paraguai nós acertamos. A Eslováquia surpreendeu e apresentou para o mundo o desconhecido Vittek. Será que alguém acertou que a Nova Zelândia seria a única invicta do Mundial?


Grupo G

O Brasil era pule de dez. O time de Dunga (argh) se classificou com sobras, mas caiu no primeiro bom adversário que enfrentou. A disputa entre Costa do Marfim e Portugal também. Mas, os africanos ficaram aquém do que poderiam mostrar. Os portugueses se classificaram, mas não foram longe como previsto. E Cristiano Ronaldo amarelou.


Grupo H

Molezinha apostar na Espanha. Mas, o Futeblogeando foi mais longe e disse que com um pouco de sorte os espanhóis poderiam levantar a taça. A sorte veio. Quanto a segunda vaga, mais um acerto. A Suiça não foi páreo para os chilenos que no fim cantaram a plenos pulmões seus maiores (e únicos) sucessos: "Si, se puede e Chi-chi-chi le-le-le"

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Craques da Copa Futeblogeando


Bola de Ouro

Diego Forlán (Uruguai)


Bola de Prata

Andrés Iniesta (Espanha)


Bola de Bronze

Thomas Muller (Alemanha)


Goleiros

Iker Casillas (Espanha)

Eduardo


Laterais-Direito

Philipp Lahn (Alemanha)

Sergio Ramos (Espanha)


Zagueiros

Lucio (Brasil)

Carles Puyol (Espanha)

Diego Lugano (Uruguai)

Ricardo Carvalho (Portugal)


Laterais-Esquerdo

Fabio Coentrão (Portugal)

Giovanni Van Bronckhorst (Holanda)


Volantes
Bastian Schweisteiger (Alemanha)

Xabi Alonso (Espanha)


Meias

Andrés Iniesta (Espanha)

Wesley Sneijder (Holanda)

Mesut Ozil (Alemanha)

Thomas Muller (Alemanha)


Atacantes

Diego Forlán (Uruguai)

David Villa (Espanha)

Miroslav Klose (Alemanha)

Lukas Podolski (Alemanha)

Asamoah Gyan (Gana)

Luís Suárez (Uruguai)


Técnico
Joachim Low (Alemanha)
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Aprendizados da Copa


Fim de Copa do Mundo, Espanha campeã. Não sei se justo ou merecido, mas o fato é que o título está em boas mãos. No entanto, o Mundial da África do Sul foi importante em termos táticos e técnicos. Vamos a algumas lições aprendidas na terra da vuvuzela.

- Os pontas estão de volta. Se alguns times europeus, principalmente na Inglaterra, já jogavam com jogadores abertos nos extremos, na copa esta tendência se confirmou.

- Os esquemas táticos com três atacantes funcionam. A variação do 4-3-3 com a posse de bola com o 4-5-1 quando atacado é outra tendência. E das boas.

- Volantes não precisam ser brucutus. A Espanha mostrou isso. Gilbertos Silvas, Felipe Melos estão sendo trocados para jogadores com categoria como Busquets, Verón, Schweinsteiger entre outros.

- Craques sozinhos não resolvem. O que ganha é o conjunto. A prova disto é que Kaká, Messi, Rooney, Henry e Cristiano Ronaldo nada fizeram.-

- Craque sem as melhores condições físicas também não resolve.

- Um ex-jogador não é necessariamente um bom treinador. Provas disto são Dunga e Maradona.

- Não se pode falar que a Copa é Sul-Americana antes de começar as quartas de final.

- Ronaldo foi último grande centroavante do futebol mundial. Camisa nove é espécie em extinção.
- Grandes jogadores não têm idade para brilhar provaram Alemanha e a Espanha. Brasil e Itália, com seleções envelhecidas ficaram pelo caminho.

- Times têm de jogar para vencer. Prova disto que a única seleção invicta foi a Nova Zelândia (três empates).

- Polvos entendem muito de futebol
Rodrigo Stafford e Tatiana Furtado
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Pontuação Final Placar Chutômetro na Copa


1. Paula Coutinho- 595 pontos
2. Rodrigo Stafford - 580 pontos
3. Pedro Henrique Mendonça - 545
4. Tatiana Furtado - 520
5. Renato Stafford - 445
6. Jorge Mendes - 435
7. Filippe Silva - 375
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