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sábado, 1 de maio de 2010

Neymar é bom de boca fechada



Promessa de craque, com futebol que faz acreditar que já o é, Neymar tem sido perna de pau fora de campo. Moleque ainda, pode ser perdoado pela pouca idade. Mas quem está em volta dele deveria alertá-lo. Em entrevista ao Estadão, o atacante do Santos respondeu o seguinte quando perguntado se sofrera racismo: "Nunca, nem dentro nem fora de campo. Até porque não sou preto, né?"


Não que ele precise levantar bandeiras, lutar contra racismo ou se envolver em questões políticas sobre o assunto. Mas negar o óbvio num país que ainda sofre com preconceito racial - mais social do que racial, na verdade -, é um voto contra. Se ele não se considera negro, o que deve achar de Pelé?


Este não foi o primeiro caso polêmico em que esteve presente. Neymar, com alguns jogadores do Santos, se recusou a entrar num centro espírita para visitar crianças com paralisia cerebral. Alegou que era evangélico. Depois, arrependeu-se ou alguém se arrependeu por ele, e voltou lá. Falta de compaixão.


Pena o garoto ter futebol, mas não ter maturidade.


Tatiana Furtado

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