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terça-feira, 11 de maio de 2010

A importância de Dorival Júnior para o Santos





Técnico não ganha jogo, afirma a própria classe. E estão cobertos de razão. Treinador não joga, não bate pênalti, não faz falta, nem pode conter o impoderável de uma partida de futebol. Mas pode ajudar um pouco sim. Dorival Júnior, do Santos, é um destes exemplos. Pegou um time de promessas, juntou um pouco de experiência e contou com a volta de Robinho - que só ganhou com a velocidade e o toque rápido dos meninos.


Mas o mérito maior foi deixá-los jogar do jeito que sabem e deixá-los jogar apesar da pouca idade. Sem podá-los para adaptação a alguma tática. Usou a tática a favor deles. Montou o time em razão deles. O que se vê é um time bem treinado, que com a bola nos pés sabe exatamente onde encontrar o companheiro. Muitos ensaios que só dão certo por causa do talento. O segundo gol de Neymar contra o Santo André, com passe de letra de Ganso, exemplifica bem.

Espera-se que Dorival prefira continuar à sombra dos moleques e não tente inventar. Como deixar o time mais forte na marcação, se isso implicar em perder a força do ataque. Hoje é tido como bom técnico justamente por não querer aparecer mais do que quem realmente decide.


Tatiana Furtado

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