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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ganso: decidido ou insubordinado?


Muitos amigos vieram comentar o ato de Paulo Henrique Ganso, do Santos, na final do campeonato paulista contra o Santo André. Ao ver que seria substituído, o jogador virou para o técnico Dorival Junior e disse que não iria sair. O treinador compreendeu o gesto, não tirou o jogador e ainda disse "que foi coisa de macho".


Vamos por partes:


1. Ganso jogou demais no domingo. Atuação digna de craque que pode ir à Copa.

2. Dorival iria fazer uma grande bobagem ao tirar o jogador. Com dois a menos, Ganso era o único que prendia a bola.

3. Coisa de macho nada. Insubordinação. Se o comandante manda, ele pode até argumentar, mas tem de acatar a ordem, por mais que esteja correto em seus argumentos.

4. Se Dunga o tirasse no meio de um jogo da Copa do Mundo, ele diria que não iria sair?

5. Por último, se o caso fosse com Adriano e no Flamengo, seria um jogador decidido ou insuborbinado?


Rodrigo Stafford


colaborou: Pedro Henrique de Mendonça

4 comentários:

Pedro Henrique disse...

Ganso joga muito. Mais do que Neymar. Mas, no mínimo, teria que ter reagido de outra forma, e não ostensivamente como fez.
A análise da maioria sobre o episódio leva em conta o resultado final do jogo, favorável ao Santos (muito graças ao próprio Ganso), e o desinteresse da mídia em criar conflitos no time da Vila.
A diferença é essa: o Santos, hoje, dá notícia pelo show de bola. Todos os outros times venderiam muito mais jornal por conta do showzinho de um jogador, e a imprensa não teria a menos cerimônia em chamá-lo de insubordinado, bem como o técnico de frouxo e o clube de "casa-da-mãe-joana".

5 de maio de 2010 12:30
Isa disse...

Acho que ele está certo. Quem sabe esse não será o jogo da vida dele? Não acredito que dê pra comparar com Dunga na Copa (são outros 500) e muito menos com o Adriano (pesado do jeito que ele está, acho difícil recusar sair de um jogo atualmente...)
Tem toda minha admiração. :)
Isa

5 de maio de 2010 18:18
Tatiana Furtado disse...

Concordo com alguns pontos. Mas achar que teria a mesma reação na Copa é um pouco irreal demais. Além disso, ele tem convivência com o Dorival desde o início do ano, ambos se conhecem e não faltou respeito. Ou alguém imagina um jogador, numa partida decisiva, na pressão de se tomar um gol perder o título, ir na linha lateral e dizer ao técnico: "Por favor, professor, acho melhor o senhor me manter no time e tirar o André. Sei que poderei segurar a bola por mais tempo e ajudar a equipe". Prefiro a insubordinação por ação do que por omissão. Um jogador que chama a responsabilidade para si. Enquanto o Adriano não foi ao Chile jogar por não se sentir confiante. Nem sempre insubordinação merece ser punida.

5 de maio de 2010 18:41
Baiano disse...

Insubordinação ou não, ele mostrou MUITA personalidade.
Como já foi dito, ele estava jogando muito bem. O único, aquela altura, que prendia a bola e conseguia criar, mesmo com 3 expulsos em seu time. Sem falar que é bom de ver um jogador que tem coragem de peitar e chamar a responsabilidade pra si... Se fosse o Adriano, ele sairia xingando e reclamando, mas não tem jogado 0,1 do que já jogou um dia...

6 de maio de 2010 02:04

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