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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Comemorar ou não. Eis a questão




Desde que teve sua vida pessoal publicada pelos jornais, Adriano parou de comemorar seus gols. Mandou recado em camiseta ("Que Deus perdoe essas pessoas ruins") no jogo contra o Vasco, mas não vibrou com o gol de pênalti que deu a vitória ao rubro-negro. Contra o Corinthians, no Maracanã, fez o da vitória, esboçou a comemoração e se conteve. Deve ter pensado: vocês não merecem, me xingaram durante o jogo.


Mas quem Adriano tenta punir com tal comportamento. A imprensa, que noticia suas faltas e indisciplinas? A torcida, que fez coro, bandeira e basta ele voltar a ser decisivo e tudo será esquecido? Parece que o atacante não se recorda dos seus tempo de arquibancada quando também xingou muitos ídolos e os perdoou quando estes davam a vitória ao Flamengo.

Além disso, pune a si mesmo. Afinal, a comemoração do gol é tão pessoal quanto jogar para a torcida. O que ele faz é coisa de menino mimado, de cara emburrada, batendo o pé até conseguir o que quer.


Tatiana Furtado

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