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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Riquelme: o craque dos altos e baixos


Tatiana Furtado


Ele já foi o camisa 10 da Argentina, jogou no Barcelona, conquistou três Libertadores e um Mundial Interclubes pelo Boca Juniors e uma medalha de ouro pela seleção em Pequim. Um histórico invejável, que tornaria qualquer um ídolo incontestável no clube e no país. Mas, aos 31 anos, Juan Roman Riquelme, que chegou a ser comparado a Maradona, segue a carreira como seu futebol em campo: altos e baixos sucessivos. O toque de bola refinado não se pode negar, mas a sonolência em campo, inclusive em momentos decisivos, acabaram com qualquer unamidade em relação a ele.

Fora das quatro linhas, não é conhecido exatamente por sua simpatia, e o convívio difícil com os companheiros foi um dos motivos da sua saída da seleção. Além do desgaste público com o técnico Maradona. Mesmo os fanáticos torcedores xeneizes já não morrem de amores por Riquelme. Com certa razão. O craque não tem sido decisivo e afunda junto com o tradicional clube argentino, que vive uma das maiores crises da sua história. Na penúltima colocação do Clausura 2010, o técnico do Boca foi demitido no meio da semana passada. Enquanto isso, boatos sobre a saída do jogador para o Brasil - leia-se Corinthians e Fluminense - não param. Neste panorama, o time acostumado a títulos unido ao jogador acostumado a aplausos se veem juntos numa barca furada.

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