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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Perdoar ou não perdoar


Tatiana Furtado

A saída de Ricardinho da seleção masculina de vôlei foi cercada de disse-me-disse, de um quê de traição por parte dos companheiros, que não fecharam com ele, e briga por premiação, com saldo de mercenário para o levantador. No fim de tudo, a medalha de prata para o Brasil nas Olimpíadas de Pequim e a eterna dúvida: será que com o melhor levantador do mundo em quadra não seríamos tricampeões olímpicos? Resposta que nunca teremos.


Agora, Ricardinho parece ter sido “perdoado” por Bernardinho e foi novamente pré-convocado para a seleção desde o seu corte em 2007, às vésperas do Pan do Rio de Janeiro. O levantador foi um dos quatro chamados para a posição. Como o técnico costuma levar três levantadores e Marlon fraturou o dedo na semana passada, a vaga na Liga Mundial é quase certa.

O motivo real ninguém sabe, mas vale lembrar que é ano de Mundial e a seleção luta pelo bi consecutivo. Não que o retrospecto do Brasil sem o levantador seja ruim. Nesse período, foram quatro títulos e três vice-campeonatos. Mas poder contar com o talento e a experiência dele numa equipe que está se renovando é fundamental.


Resta saber como ficará o clima na seleção agora. O desgaste da relação entre eles foi um dos motivos do afastamento, e a permanência de Ricardinho naquela época poderia ser prejudicial ao time por causa do ambiente ruim. Será que na apresentação da seleção os dois vão se abraçar e deixar as mágoas para trás? E será isso verdade? A conferir mais um capítulo na briga de egos entre grandes estrelas do esporte nacional.

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