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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Inter e Fossati: será que esse casamento ainda vai dar liga?


Tatiana Furtado

O técnico uruguaio Jorge Fossati chegou ao Inter com a banca de ser um treinador experiente, com passagem pela seleção do Uruguai, títulos com a LDU e o comandante ideal para levar o colorado ao segundo título da Libertadores. Mas depois de quatro meses à frente da equipe, o casamento ainda não deu liga. Os números não são tão horríveis a ponto de justificar o balanço do técnico. Em 23 jogos, o Inter venceu 15, empatou cinco e perdeu três. Na Libertadores, jogou cinco vezes e está invicto, com duas vitórias no Beira-Rio e só depende de si para chegar às oitavas de final. Por que Fossati deixou de ser unanimidade tão rápido?


Talvez a grande rivalidade regional, uma das maiores do país, explique em parte. No primeiro turno, o Inter ficou nas semifinais contra o Novo Hamburgo. Enquanto viu o arquirrival Grêmio conquistar o título e manter a longa invencibilidade no Olímpico. Daí começaram as críticas, seguidas de algumas más atuações contra times pequenos no segundo turno do Gaúcho.


Os resquícios da perda do título brasileiro ano passado também se fazem presentes. Tanto torcida quanto dirigentes acreditavam num Inter avassalador com a chegada do técnico e dos reforços, como o goleiro do Boca Abbondanzieri e o atacante Kléber Pereira. A base de 2009 foi mantida, com Taison, D´Alessandro, Kleber, Guiñazu. Mas não aconteceu. A equipe não demonstra a força do ano passado, embora tenha tido resultados longe de serem pífios. Ainda assim a permanência do técnico dependerá da conquista do estadual, que já está chegando à fase final. Se não der liga agora, dificilmente terão paciência mesmo com a Libteradores em andamento.

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