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domingo, 11 de abril de 2010

Futebol inglês perde hegemonia, mas não perde o futebol


Tatiana Furtado

Qual não foi a surpresa de todos ao ver o Manchester United ser eliminado em pleno Old Trafford pelo Bayern de Munique. Depois do time de Wayne Rooney abrir 2 a 0 no placar! Com a declassificação do Chelsea nas quartas de final, os Red Devils eram os únicos representantes ingleses na Liga dos Campeões. Tanto espanto se justifica. O milionário futebol da Inglaterra tem dominado as finais da principal competição da Europa. Desde a temporada 2004/2005, há um representante da rainha na grande decisão, quando o Liverpool se sagrou campeão. De lá pra cá, chegaram na disputa da Taça: Arsenal, Liverpool novamente, Manchester com Chelsea, e os diabos vermelhos de novo ano passado.
Se contarmos que o Chelsea ficou nas semifinais de 2003/2004, há 7 anos tem um inglês entre os quatro melhores da Europa.

O domínio é proporcional à riqueza e à organização do campeonato de lá. Além do bom futebol, é claro. Se fosse se pelo dinheiro, o Real Madrid deveria ganhar tudo. De acordo com o relatório anual da auditora Deloitte “Money Football League", o clube madrilenho está em primeiro lugar com 400 milhões de euros. Os quatro grandes ingleses estão entre os 10 mais ricos.

Felizmente, por mais dinheiro em caixa que se tenha, ainda é em campo que se decide o futebol. E por mais futebol que se tenha, ainda é em campo que se decide o futebol. E é justamente por esse motivo que o favorito Manchester foi desclassificado em casa pelo bom time alemão. Quase por unanimidade, o campeonato inglês é considerado o melhor do mundo, repleto de craques e grandes jogos. A quase unanimidade está certa. Mas, numa decisão, pode-se ter um Rooney sem totais condições de jogo, uma expulsão primária como a do brasileiro Rafael... E, agora, alguns se levantam para criticar o técnico Alex Ferguson pelas escolhas e substituições. Sem razão. Apesar da derrota, o Manchester continua sendo um dos melhores times do mundo. Assim como o Barcelona, caso seja eliminado pelo Inter ou perca a final, continuará sendo o melhor de todos e tendo o melhor de todos, Messi.

Não é exatamente essa a graça do futebol?

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