Share |

Fernandão não quer o Goiás



O atacante Fernandão, do Goiás, está cada vez mais distante de seu próprio clube. O jogador deu entrevista recentemente, reiterando seu desejo de sair do time goiano, com o qual tem contrato até o fim do ano, e criticando seu atual presidente, Syd Oliveira.

Não é de hoje esse descontentamento. No início do ano, o São Paulo tentou contratá-lo, fazendo uma oferta que não agradou à diretoria do Goiás. Fernandão não gostou de não ser liberado para o clube paulista, mas não tem razão para isso. No meio de 2009 o jogador rescindiu o contrato com o Al-Gharafa e teve oportunidade de escolher o clube em que atuaria e a duração de seu contrato. Talvez por motivações emocionais, escolheu o Goiás, clube que o revelou para o futebol, e assinou até o fim de 2010. E isso dá direito à equipe goiana de mantê-lo em seu elenco até a referida data.


O São Paulo, que já tentou levar o atleta para o Morumbi, segue como favorito para tê-lo como jogador em 2011, ou mesmo neste ano, caso consiga entrar em acordo com a diretoria goiana. Principalmente após o atacante tricolor Washington reclamar publicamente do técnico Ricardo Gomes e ser multado por isso. Mas não me surpreenderia se o Flamengo surgisse como rival para tentar contratar o jogador goiano. Vágner Love deve voltar ao CSKA de Moscou no 2º semestre e Adriano dificilmente continuará no clube no mesmo período. E o mercado não tem muitos nomes atrativos para a posição. Até agora, comenta-se apenas nos ex-jogadores do clube Zé Roberto e Émerson, campeões brasileiro em 2009. E nenhum deles tem as características de Fernandão, que além de ser bom no jogo aéreo, tem habilidade com a bola nos pés.

Renato Stafford
Leia mais

Final inesperada, mas não improvável




O Estádio Santiago Bernabéu vai receber no dia 22 de maio uma final inesperada da Liga dos Campeões. Duvido que alguém, falando sério, apostou na decisão entre Inter de Milão x Bayern de Munique. Não é um confronto improvável, mas a ausência de um time espanhol e de um inglês surpreende sim.

Mas os dois fizeram por onde, sem serem brilhantes o tempo todo. Apesar da classificação não tão fácil na primeira fase - ambos ficaram em segundo em seus grupos -, os dois times cresceram na competição. Os alemães passaram pela Fiorentina no sufoco, despacharam o Manchester United também no sufoco, graças sempre aos gols fora de casa. E passearam contra o Lyon. Os italianos superaram o Chelsea sem dificuldades, pegaram o CSKA e jogaram para o gasto e eliminaram o favoritíssimo Barcelona no Nou Camp (pelo jogo em casa, porque fora, praticaram o anti-futebol).

Como não gosto de retrancas - futebol é gol -, espero o time de Mourinho do primeiro jogo contra o Barcelona. Porque, do outro lado, os alemães virão para cima com Robben e Olic. Sem contar que o Bayern tem um time mais pesado que os espanhóis, logo Lúcio e Cia terão adversários do mesmo porte.

Por gosto e por futebol, dá Bayern de Munique. Desde que consigam passar pelo paredão Júlio César...

Tatiana Furtado
Leia mais

BLOG DE CARA NOVA


Caros internautas!

A partir de sábado (dia 1), começa uma nova era no Futeblogeando. Uma nova cara, mais recursos e interatividade. Teremos ainda um hotlink especial com muitas informações sobre a Copa do Mundo, porém, sem deixar de tratar os assuntos recorrentes do futebol no blog.

Mais para frente, teremos outras novidades e colunistas para abrilhantar nosso blog.

Queremos deixar um muito obrigado especial a Fabiane Bastos, que fez nossos logos e teve a paciência de nos ajudar com a maior boa vontade do mundo e ao Renato Stafford, que ajudou nas informações do Mundial

Aguardem! Vai valer a pena!
Rodrigo Stafford e Tatiana Furtado
Leia mais

Gols perdidos

Quem nunca perdeu um gol em uma pelada. Mas assim, já é demais! Quase uma inacreditável futebol clube.

Leia mais

Quem passa das oitavas da Libertadores



Hoje começa a Libertadores para valer. Depois da primeira fase em que, bem ou mal, todos os brasileiros conseguiram se classificar, as oitavas de final já têm aquele sabor de decisão, mata-mata, arbitragem confusa, jogos cheios de catimba... E tudo para um time brasileiro sair campeão.


Mas dos cinco, um já ficará fora logo nesta fase.
Justamente do duelo mais aguardado: Corinthinas x Flamengo. Mais esperado pelo confronto dos pesos pesados Adriano e Ronaldo do que pelas recentes atuações das duas equipes. Nos demais jogos, nenhum clássico de porte e os brasileiros devem passar sem dificuldades.

Corinthians x Flamengo - O time de Mano Menezes é favorito, não por causa de Ronaldo, mas pelo conjunto. Mesmo num grupo fácil, não fez a melhor campanha à toa. O Flamengo até pode surpreender no Maracanã que estará lotado. Mas em São Paulo não terá chances diante do timão.



Universidad de Chile x Alianza de Lima - Os chilenos são favoritos e decidirão a vaga em casa. Vão brigar por um empate no Peru.

Vélez Sarsfield x Guadalajara - Os argentinos levam vantagem sobre os mexicanos, que não jogaram a primeira fase da competição. A vaga do Guadalajara é devido à gripe suína do ano passado, que impediu jogos no México. (nota: no primeiro jogo, ontem no México, o Vélez foi atropelado e perdeu por 3 a 0)


Libertad x Once Caldas - Aposto que o Once Caldas fará a diferença na Colômbia, na partida de ida. Não seria surpresa se ganhar fora também.


São Paulo x Universitário - Os são-paulinos passarão para as quartas de final sem sustos. Time acostumado a jogar Libertadores saberá fazer o resultado fora e decidir no Morumbi.

Nacional x Cruzeiro - Dos duelos internacionais, o mais equilibrado. O time uruguaio já tirou o Palmeiras da competição ano passado e possui uma equipe forte. Os mineiros vão ao Uruguai para não tomar gols. Se conseguir, jogam tranquilos no Mineirão.


Estudiantes x San Luis - Atual campeão da Libertadores, a equipe comandada por Veron não vai tomar conhecimento do adversário mexicano, que também vem do ano passado.(nota: na primeira partida, no México, os argentinos venceram por 1 a 0, jogando com um time reserva)
.


Internacional x Banfield - A derrota no Gre-nal não foi suficiente para abalar o time cuja prioridade é a Libertadores. Não será jogo fácil, mas é superior ao adversário. Um empate fora seria de bom tamanho.

Tatiana Furtado
Leia mais

Ingratidão teu nome é Fluminense


Rodrigo Stafford
Uma das coisas mais tristes que existe na vida é a ingratidão. E o Fluminense deu uma aula de como ser ingrato na última semana. Ao demitir o técnico Cuca, o clube mostrou o quão é despreparado e imediatista e o quanto vencer é apenas um detalhe.

Cuca foi demitido com aproveitamento de quase 70%. Grande parte dele contra times pequenos e ruins, é verdade. Mas, nada apagará o milagre feito no campeonato Brasileiro de 2009, quando pegou o time na última colocação, virtualmente rebaixado (chegou a ter 99% de chances de cair) e fez uma grande mudança, barrando medalhões do time e salvando a equipe da temida Série B.

O time de guerreiros intecedeu junto a diretoria pela permanência do treinador, no entanto, fez errado. Não é a diretoria que demite, contrata ou planeja no Fluminense, e sim, Celso Barros, presidente da Unimed.
Leia mais

A onda do Uniforme 3

Rodrigo Stafford

Finalmente, a onda do terceiro uniforme chegou ao Brasil. Só que a maioria dos times ainda não sabe aproveitar, nem historicamente, nem financeiramente, esta onda.

Um dos primeiros a aderir foi o Palmeiras. Inicialmente com a camisa lumicolor, que apesar de muito feia, foi um sucesso de vendas e fazia um efeito visual muito bonito no estádio. Agora, os palmeirenses tem uma terceira camisa azul, referente a sua origem italiana. Muito bonita e que já caiu nos gosto da torcida.




O Fluminense teve uma camisa laranja, rejeitada pelo Conselho Deliberativo, mas adotada pelos torcedores. Agora, usa uma grená, bem interessante. Acho a do Palmeiras e do Fluminense, as mais bonita, tirando a da Portuguesa. A camisa preta, da Penalty cavalera é linda, mesmo não tendo nada de histórico.

Particulamente, gosto dos terceiros uniformes, principalmente com algum cunho histórico. Como a camisa do centenário do Flamengo, a cinza do Botafogo e até a branca do Vasco, que apesar do choque inicial, é bem aceita, depois de um tempo.

Agora, os times tem que aprender que o terceiro uniforme é uma fonte enorme de receita e investir nele.

Leia mais

A febre das figurinhas




Tatiana Furtado


Ano de Copa é tudo igual: país para, jogadores importantes se machucam às vésperas do Mundial, Brasil sempre é favorito com Alemanha, Itália e Argentina... e tem álbum de figurinhas! Lembro bem da Copa de 90. Além do álbum tinha um mapa com as bandeiras dos países. Era promoção da Elma Chips, se não me engano. Ficávamos com dedos lambrecados com os biscoitos até encontrar a figurinha lá no fim. Conseguir a do Brasil era a grande dificuldade.


E nada muda até hoje. A expectativa de abrir o pacotinho e encontrar os grandes nomes da Copa é a mesma. Mas eles continuam sendo os mais difíceis. Com quase 200 figurinhas compradas, no meu só tem o Kaká de super estrela. Ainda aguardo Messi, Cristiano Ronaldo e outros. A diferença é a tecnologia. Se antes fazíamos uma sujeirada com cola branca e evitar os morrinhos era quase impossível, agora tudo ficou mais simples com os cromos auto-colantes. Alguns não gostam dessa parte, eu adoro.


Só não favorece muito a quem quer voltar aos tempos de criança e brincar de bafo. As figurinhas são mais duras e pesadas, dá mais trabalho para virá-las. E parece que muitos voltaram. A febre começou em São Paulo e já atingiu o Rio. As figurinhas estão esgotando com muita rapidez. Um dono de banca de Copacabana deu a dica para comprar logo um monte porque estava acabando depressa. "Tem muita gente velha comprando", disse o senhor.


Sobre o álbum em si achei ótimo. Tem informações dos países e dos jogadores, tabela completa, retrospecto nas eliminatórias, estádios e etc. Os erros comuns de sempre também. Como é feito com antecedência, há casos como Beckham, na Inglaterra, André Santos, no Brasil, Ronaldinho Gaúcho foi bancado na seleção. Nem todas as informações também são confiáveis. Na ficha do Adriano, ele aparece com 87kg!! Peso que ele não tem há alguns anos.


Ah, já tenho repetidas, quem quiser trocar...
Leia mais

Barcelona não está morto




Tatiana Furtado


Se projetarmos o jogo do Inter de Milão e do Barcelona nas semifinais da Liga dos Campeões como um Brasil x Argentina, a seleção brasileira teria saído vencedora. Contra o melhor do mundo, a defesa brasileira formada por Lúcio, Maicon e Júlio César não deu vez a Messi. Resultado final: 3 a 1 no Giuseppe Meazza. Placar garante os italianos na final do dia 22, no Santiago Bernabeu? Para mim não. No Nou Camp, é óbvio que José Mourinho montará um ferrolho para fechar o meio-campo catalão. Mas ainda aposto no talento do argentino, de Xavi e de Ibrahimovic. 2 a 0 não é tão impossível assim.


Já na França semana que vem, não acredito em surpresa do Lyon. Mesmo sem Ribéry, que cumprirá suspensão, o Bayern de Munique não deixará escapar a classificação. Um empate basta após o 1 a 0 na Alemanha. Apostaria em vitória alemã pela grande fase do holandês Robben, que tem sido decisivo na campanha do Bayern.


Alguém aposta o contrário, em Inter e Lyon na final?
Leia mais

A dança dos técnicos no Rio




Tatiana Furtado

Acabou o Carioca e a movimentação no futebol do Rio, no lugar das contratações de reforços para o Brasileiro, ficou por conta dos técnicos. Cuca saiu do Fluminense, Andrade na corda bamba no Flamengo, Joel Santana, cheio de moral, ainda não renovou com o Botafogo, e Gaúcho não deve ter futuro longo no Vasco. A ladainha tradicional ano após ano por aqui.



Em outros países e até em outros clubes brasileiros isso seria impensável. Às vésperas do campeonato nacional, times no meio de outras competições, e todo o planejamento do ano por água abaixo. Um Carioca ruim derrubou Mancini, uma goleada derrubou Estevam Soares ainda no meio da competição. No fim da mesma, quem não ganhou caiu (Cuca) ou ficou ameaçado (Andrade). Joel já fizera um contrato para não ficar ruim para ambos caso o Botafogo fosse um fiasco. Foi campeão e agora se torna opção de todos.


Será que quem pegar os times agora vai conseguir colocar a casa em ordem em duas semanas - ainda haverá o recesso da Copa que servirá de minitemporada? Não acredito. Nem mesmo o badalado Muricy Ramalho, seja no Fla ou no Flu. Ele encontrará um mercado bem diferente do paulista. A pressão no Rio é bem maior e se manter por muito tempo aqui só com muitos títulos. Os cartolas prometem muito, planos a longo prazo. Bastam três derrotas seguidas e o discurso vai embora.

A minha aposta para o Brasileiro é: Muricy no Flu, Joel no Fla, Cuca no Vasco. Andrade no Bota? Duvido, mas completaria bem a dança das cadeiras.
Leia mais

Andrade vai pagar o pato





Tatiana Furtado

Crise no Flamengo é lugar-comum. Estranho é quando não há problemas no clube em que todos querem mandar. O problema atual envolve a falta de clima entre Pet, os demais jogadores, representando por Bruno, e o técnico Andrade. Entre todos o menos culpado é o treinador. A pressão de parte da torcida é grande pela presença do ídolo em campo, assim como da diretoria que não o quer mais. Num beco sem saída, ele tenta agradar a todo mundo. Não vai conseguir e por isso perderá o cargo.

Tudo tem se tornado ainda maior pelos resultados. Derrota para o Botafogo na final do Carioca e campanha ruim na Libertadores. Porque o problema em si não é novo. No Brasileiro, Andrade já estava nesta sinuca de bico. O time foi campeão com dificuldades de relacionamento, Pet brigando por premiação maior, os outros dizendo que não era o momento. O caldeirão eterno da Gávea.

Mas agora a corda vai arrebentar para o lado mais fraco: Andrade. Injustamente. O time não se encontrou este ano não por culpa dele. Perdeu Airton e Everton, jogadores que se encaixaram bem na equipe. Viveu problemas de contusão, Adriano totalmente descompromissado com o clube, guerra de egos infindável, contratações que não vingaram. Ele pode até não ter conseguido um padrão de jogo, arrumado um meio-campo pouco produtivo e feito substituições erradas (Fierro não dá em hipótese alguma). Vai entrar outro no lugar e tudo continuará igual porque a falta de comando vem de cima, ou vem de muitos.
Leia mais

Adriano não está merecendo ir à Copa




Tatiana Furtado


Dunga sempre repete que o principal critério de convocação para a Copa é manter o grupo das últimas campanhas. Mas vale manter no grupo quem não está jogando bem só por confiança? E deixar de fora quem está comendo a bola, mas nunca foi convocado? Dunga acha que vale, eu acho que não.


Adriano é um desses exemplos de confiança, mas que, em campo, ainda não disse a que veio em 2010. Depois de ser um dos reponsáveis pelo título brasileiro do Flamengo, causou mais problemas do que foi solução. Até porque pouco jogou. A eficiência ainda é a mesma: 12 gols em 12 partidas. Mas a maioria em times fracos (se esse é o argumento para não levar o Neymar).


Será que vale levar um jogador que ainda não conseguiu entrar em forma este ano? Que não se mostrou comprometido com o time? Que deu como desculpas a falta de confiança para não jogar no jogo mais importante do Flamengo, contra a Universidad Catolica? E se ele não se sentir bem na Copa, o que Dunga fará?
Leia mais

Botafogo legítimo campeão carioca


Tatiana Furtado

O título estadual do Botafogo é indiscutível. Do time desacreditado por todos, Joel Santana chegou, arrumou a casa, impôs seu estilo de jogo e conseguiu tirar o melhor de cada um, até mesmo de jogadores que não se acreditava ter algo de bom. A partida de domingo foi simplesmente um resumo de tudo isso.

Do outro lado, um Flamengo desarrumado, com um meio-campo sem grande poder de criação, um Adriano apático, um Vágner Love corredor de sempre e uma crise logo ali no banco, onde estava Petkovic. No segundo tempo, o time até que tentou, aproveitou-se do recuo alvinegro. Mas faltava o semblante de campeão.

Exatamente o que tinha de sobra na turma do Joel. A vontade de vencer e de acabar com a história de vice de novo estavam em cada carrinho de um ou no pique do outro para não deixar a bola sair. E foi com essa vontade que o Botafogo se sagrou campeão.



Acho que o alvinegro teve um grande reforço na reta final do Carioca. A ausência de Lucio Flavio. Um jogador razoável, mas que não tem estrela, nem futebol para ser o craque e a cabeça pensante do time. Arriso a afirmar que, com ele em campo, teríamos mais dois jogos para decidir o título.

Sorte dos alvinegros. Além de merecimento.

Mas que os torcedores não se enganem. O time é fraco sim e precisa de muitos bons reforços para o Brasileiro. Ou periga, se ele continuar, ter de ser salvo do rebaixmento pelo Papai Joel.
Leia mais

Button prova que não foi campeão à toa



Tatiana Furtado

Após a quarta corrida do ano, apenas uma certeza: impossível apontar favorito na temporada da F-1. O campeonato está embolado, três pilotos com praticamente o mesmo número de pontos e o líder Jenson Button com vantagem de somente 15 pontos para o quinto lugar, Vettel (45).

O que dá para apontar, antes de iniciar a fase europeia - daqui a três semanas em Barcelona -, é o vencedor dos GPs da madrugada. O inglês Jenson Button, atual campeão, mostrou em duas grandes corridas, ontem e na Austrália, que não ganhou o número 1 no carro à toa. Muitos garantiam que o título do ano passado foi mais uma questão de sorte dele e da BAR, enquanto as outras equipes se acertavam do que de talento.

Pois bem, com carros mais equilibrados neste começo, o inglês, agora numa equipe de ponta, desbancou Hamilton, Alonso, Massa... e na chuva, pista com muito mais dificuldade de pilotagem. Pode não conquistar o bi, mas vem provando que não está tão abaixo dos grandes favoritos.
Leia mais

Neymar na Copa! Nem pensar

Rodrigo Stafford

Há uma comoção nacional para a ida de Neymar para a Copa do Mundo. Todos pedem a ida dele, incluindo Zico e Pelé. Mas, não é por aí. Em seu segundo ano como profissional, Neymar realmente está tendo atuações incríveis com seus companheiros Robinho, Ganso e André.

Mas uma coisa ninguém está falando. O nível dos adversários do Santos. Verdade que são sete, oito, até dez gols por partida, mas contra quem? Bragantino, Naviraiense, Remo, Ituano, Guarani, Monte Azul...

Claro que gostaria de ver Neymar na seleção, mas ele precisa ser testado, ter mais experiência, conquistar títulos. Vão argumentar que ele pode usar a copa do Mundo para adquirir experiência, mas Mundial não é lugar para isso.

Minha campanha é Neymar camisa 10 em 2014.
Leia mais

Palermo, o maior artilheiro do Boca


Rodrigo Stafford

Apesar da grave crise que atinge o Boca Juniors, o time está em décimo-quarto no campeonato argentino com três vitórias em 14 jogos, um jogador tem o que comemorar: o atacante Martín Palermo.

Aos 36 anos, Palermo está na sua nona temporada com os Xeneizes e tornou-se o maior artilheiro da história do Boca ao chegar à marca de 220 gols, ultrapassando Roberto Cherro (218 golos). O recorde já durava 72 anos.

Se no Brasil, o atacante é conhecido por ter perdido três pênaltis contra a Colômbia em uma Copa América, na Argentina, Palermo é ídolo e deve estar entre os 23 convocados por Maradona para o Mundial da África do Sul. Com a camisa do Boca, Palermo conquistou nada menos do que seis campeonatos argentinos, um Mundial de Clubes, duas Libertadores, duas Copas Sul-Americanas e três Recopas Sul-Americanas.

Palermo não é craque, longe disso, mas é um daqueles jogadores que nasceu com o dom de empurrar a bola para dentro das redes. Quase parafraseando Dadá Maravilha, "Palermo ficou tão preocupado em aprender a fazer gols, que esqueceu de aprender a jogar futebol".

Apesar de todos os gols e títulos pelo Boca, os argentinos não sabem se renovarão com seu artilheiro. O Internacional já está de olho.
Leia mais

O único tiro do Botafogo


Rodrigo Stafford

Mais uma vez, Botafogo e Flamengo chegam à decisão. Desta vez, o troféu em disputa é da Taça Rio. Se o Alvinegro vencer, conquista o segundo turno e acaba o estadual. Se o vermelho e preto levar a melhor, mais dois jogos para decidir o Carioca. A situação é exatamente a mesma do ano passado, quando o Fla levou o título.

Para mim, a situação é clara. Depois de perder do arquirrival nos últimos três anos, o Botafogo tem um tiro para matar o campeonato. Mesmo com todo o magnífico trabalho psicológico feito por Joel Santana, caso não vença no domingo, o Alvinegro cairá numa depressão profunda que resultará no seu quarto vice-campeonato seguido.

Time por time, o Flamengo é bem superior, mas se em futebol isso, às vezes, pouco influencia, imagina em um jogo apenas, ainda mais sendo um clássico.
Leia mais

O difícil Petkovic


Rodrigo Stafford
Cadê ele? Cadê ele? As perguntas do goleiro Bruno ao chegar no vestiário, no intervalo de Universidad Católica e Flamengo foram seguidas de dois empurrões e uma tentativa de soco em Petkovic. Correto? Nunca! Primeiro porque agressão nunca é justificada, depois que se Bruno fosse cobrar todos que estavam andando em campo, iria ter que distribuir muitos empurrões.

A atuação do Flamengo foi tão ridícula, que não venceria nem o rebaixado Tigres, no campeonato estadual. Petkovic não atuou bem, mas talvez tenha sido o menos pior do Rubro-Negro naquele primeiro tempo.

Mas, a situação de Petkovic é complicada desde o início do ano. Os jogadores não gostaram do sérvio ter tido férias maiores (por conta do natal ortodoxo) , depois veio a confusão com o vice de futebol Marcos Bráz, na qual, o elenco ficou em cima do muro, o que magoou o camisa 43. A partir daí, Pet tornou-se um jogador introspectivo, fora do grupo, sendo ironizado pelos jogadores, considerado estrelinha e distante de Andrade. Esquece-se até que, ao lado de Adriano, o sérvio foi o principal pilar na conquista do Brasileiro, há quatro meses.

Resumindo, Petkovic só não foi mandado embora porque é idolatrado pelos torcedores (com razão) e Marcos Bráz não quer se indispor com a torcida. Mas, a cada dia a situação está mais insustentável e o contrato do gringo termina em maio. Parece quase fora do Flamengo.
Leia mais

Riquelme: o craque dos altos e baixos


Tatiana Furtado


Ele já foi o camisa 10 da Argentina, jogou no Barcelona, conquistou três Libertadores e um Mundial Interclubes pelo Boca Juniors e uma medalha de ouro pela seleção em Pequim. Um histórico invejável, que tornaria qualquer um ídolo incontestável no clube e no país. Mas, aos 31 anos, Juan Roman Riquelme, que chegou a ser comparado a Maradona, segue a carreira como seu futebol em campo: altos e baixos sucessivos. O toque de bola refinado não se pode negar, mas a sonolência em campo, inclusive em momentos decisivos, acabaram com qualquer unamidade em relação a ele.

Fora das quatro linhas, não é conhecido exatamente por sua simpatia, e o convívio difícil com os companheiros foi um dos motivos da sua saída da seleção. Além do desgaste público com o técnico Maradona. Mesmo os fanáticos torcedores xeneizes já não morrem de amores por Riquelme. Com certa razão. O craque não tem sido decisivo e afunda junto com o tradicional clube argentino, que vive uma das maiores crises da sua história. Na penúltima colocação do Clausura 2010, o técnico do Boca foi demitido no meio da semana passada. Enquanto isso, boatos sobre a saída do jogador para o Brasil - leia-se Corinthians e Fluminense - não param. Neste panorama, o time acostumado a títulos unido ao jogador acostumado a aplausos se veem juntos numa barca furada.
Leia mais

Inter e Fossati: será que esse casamento ainda vai dar liga?


Tatiana Furtado

O técnico uruguaio Jorge Fossati chegou ao Inter com a banca de ser um treinador experiente, com passagem pela seleção do Uruguai, títulos com a LDU e o comandante ideal para levar o colorado ao segundo título da Libertadores. Mas depois de quatro meses à frente da equipe, o casamento ainda não deu liga. Os números não são tão horríveis a ponto de justificar o balanço do técnico. Em 23 jogos, o Inter venceu 15, empatou cinco e perdeu três. Na Libertadores, jogou cinco vezes e está invicto, com duas vitórias no Beira-Rio e só depende de si para chegar às oitavas de final. Por que Fossati deixou de ser unanimidade tão rápido?


Talvez a grande rivalidade regional, uma das maiores do país, explique em parte. No primeiro turno, o Inter ficou nas semifinais contra o Novo Hamburgo. Enquanto viu o arquirrival Grêmio conquistar o título e manter a longa invencibilidade no Olímpico. Daí começaram as críticas, seguidas de algumas más atuações contra times pequenos no segundo turno do Gaúcho.


Os resquícios da perda do título brasileiro ano passado também se fazem presentes. Tanto torcida quanto dirigentes acreditavam num Inter avassalador com a chegada do técnico e dos reforços, como o goleiro do Boca Abbondanzieri e o atacante Kléber Pereira. A base de 2009 foi mantida, com Taison, D´Alessandro, Kleber, Guiñazu. Mas não aconteceu. A equipe não demonstra a força do ano passado, embora tenha tido resultados longe de serem pífios. Ainda assim a permanência do técnico dependerá da conquista do estadual, que já está chegando à fase final. Se não der liga agora, dificilmente terão paciência mesmo com a Libteradores em andamento.
Leia mais

Perdoar ou não perdoar


Tatiana Furtado

A saída de Ricardinho da seleção masculina de vôlei foi cercada de disse-me-disse, de um quê de traição por parte dos companheiros, que não fecharam com ele, e briga por premiação, com saldo de mercenário para o levantador. No fim de tudo, a medalha de prata para o Brasil nas Olimpíadas de Pequim e a eterna dúvida: será que com o melhor levantador do mundo em quadra não seríamos tricampeões olímpicos? Resposta que nunca teremos.


Agora, Ricardinho parece ter sido “perdoado” por Bernardinho e foi novamente pré-convocado para a seleção desde o seu corte em 2007, às vésperas do Pan do Rio de Janeiro. O levantador foi um dos quatro chamados para a posição. Como o técnico costuma levar três levantadores e Marlon fraturou o dedo na semana passada, a vaga na Liga Mundial é quase certa.

O motivo real ninguém sabe, mas vale lembrar que é ano de Mundial e a seleção luta pelo bi consecutivo. Não que o retrospecto do Brasil sem o levantador seja ruim. Nesse período, foram quatro títulos e três vice-campeonatos. Mas poder contar com o talento e a experiência dele numa equipe que está se renovando é fundamental.


Resta saber como ficará o clima na seleção agora. O desgaste da relação entre eles foi um dos motivos do afastamento, e a permanência de Ricardinho naquela época poderia ser prejudicial ao time por causa do ambiente ruim. Será que na apresentação da seleção os dois vão se abraçar e deixar as mágoas para trás? E será isso verdade? A conferir mais um capítulo na briga de egos entre grandes estrelas do esporte nacional.
Leia mais

Brasil e Zaire

Um dos vídeos mais engraçados da história das Copas do Mundo. Mundial de 1974, o Brasil vai cobrar falta na partida contra o Zaire e...

Leia mais

O mistério do Palmeiras


Rodrigo Stafford
Marcos; Figueroa (Vitor), Danilo, Mauricio Ramos e Armero; Edinho, Pierre, Diego Souza e Cleiton Xavier (Lincoln); Ewerthon e Robert. Este é, mais ou menos, o time titular do Palmeiras, que ficou na décima-primeira colocação com seis vitórias, sete empates e seis derrotas. O Alviverde ficou atrás dos "poderosos" Santo André, Grêmio Prudente, Portuguesa, Oeste, Botafogo, São Caetano e Ponte Preta.

Os palmeirenses ficaram onze pontos atrás do quarto classificado (São Paulo) e seis a frente do Rio Claro, o primeiro rebaixado. O time é ruim? Longe disto. Marcos ainda é bom goleiro, a zaga e os laterais são corretos, os volantes são bons, os meias ótimos e o ataque eficiente. Mas por que a equipe teve campanha tão pífia. A resposta é uma só: não sabe lidar com a pressão.


O Palmeiras é um dos clubes onde a torcida mais pressiona. Até Felipão já reclamou da turma do amendoim. Só que os jogadores, que lá estão, nao conseguem jogar pressionados. Assim, os desmanche para o Brasileiro será grande, começando com os meias Diego Souza (que sempre sumiu quando o time mais precisou) e Cleiton Xavier (com longo histórico de contusões).

O técnico Antonio Carlos Zago tem que priorizar as contratações de jogadores que saibam lidar com a pressão do caldeirão verde, porque se o time foi o décimo-primeiro no paulista, em que lugar chegará no Brasileiro?
Para completar, rumores indicam que, indignado, Zago teria pedido demissão no intervalo da partida contra o paulista, pela falta de comprometimento dos jogadores. Para um técnico iniciante, em sua primeira oportunidade em um time grande ter pedido demissão (a diretoria teria o convencido a continuar), imagine como está o clima palmeirense?
Leia mais

Barcelona, mais que favorito


Rodrigo Stafford

As quartas de finais da Liga dos Campeões teve um vencedor: o Barcelona. Além de eliminar um rival direto na luta pelo título (Arsenal) viu seu maior adversário na luta pelo bicampeonato, o Manchester United, sucumbir, em casa, diante do Bayern de Munique, com show de Arjen Robben. O desafio agora é o Internazionale, que eliminou o CSKA sem maiores problemas e tem mostrado um futebol muito consistente, de marcação forte.

Entre os quatro times classificados, nenhum tem nem de perto a qualidade de um Barcelona, que tem em sua linha ofensiva, alguns dos maiores jogadores da atualidade como Messi, Ibrahimovic, Xavi e Iniesta.



No entanto, o futebol de força da Inter pode complicar o time catalão. Nos jogos contra o Arsenal, o Barça mostrou sua fragilidade: ser atacado pelas pontas. Se não joga com dois jogadores abertos como os ingleses, pelo menos, Maicon pela direita e Pandev pela esquerda podem assustar. Sem falar de Sneijder, em ótima fase, além de Etooe Julio Cesar, para mim, o melhor do goleiro do mundo na atualidade.

Os espanhóis são favoritos, mas se há algum time que possa tirar este título do Nou Camp é o Inter.
Leia mais

Futebol inglês perde hegemonia, mas não perde o futebol


Tatiana Furtado

Qual não foi a surpresa de todos ao ver o Manchester United ser eliminado em pleno Old Trafford pelo Bayern de Munique. Depois do time de Wayne Rooney abrir 2 a 0 no placar! Com a declassificação do Chelsea nas quartas de final, os Red Devils eram os únicos representantes ingleses na Liga dos Campeões. Tanto espanto se justifica. O milionário futebol da Inglaterra tem dominado as finais da principal competição da Europa. Desde a temporada 2004/2005, há um representante da rainha na grande decisão, quando o Liverpool se sagrou campeão. De lá pra cá, chegaram na disputa da Taça: Arsenal, Liverpool novamente, Manchester com Chelsea, e os diabos vermelhos de novo ano passado.
Se contarmos que o Chelsea ficou nas semifinais de 2003/2004, há 7 anos tem um inglês entre os quatro melhores da Europa.

O domínio é proporcional à riqueza e à organização do campeonato de lá. Além do bom futebol, é claro. Se fosse se pelo dinheiro, o Real Madrid deveria ganhar tudo. De acordo com o relatório anual da auditora Deloitte “Money Football League", o clube madrilenho está em primeiro lugar com 400 milhões de euros. Os quatro grandes ingleses estão entre os 10 mais ricos.

Felizmente, por mais dinheiro em caixa que se tenha, ainda é em campo que se decide o futebol. E por mais futebol que se tenha, ainda é em campo que se decide o futebol. E é justamente por esse motivo que o favorito Manchester foi desclassificado em casa pelo bom time alemão. Quase por unanimidade, o campeonato inglês é considerado o melhor do mundo, repleto de craques e grandes jogos. A quase unanimidade está certa. Mas, numa decisão, pode-se ter um Rooney sem totais condições de jogo, uma expulsão primária como a do brasileiro Rafael... E, agora, alguns se levantam para criticar o técnico Alex Ferguson pelas escolhas e substituições. Sem razão. Apesar da derrota, o Manchester continua sendo um dos melhores times do mundo. Assim como o Barcelona, caso seja eliminado pelo Inter ou perca a final, continuará sendo o melhor de todos e tendo o melhor de todos, Messi.

Não é exatamente essa a graça do futebol?
Leia mais

Imprensa em cheque


Rodrigo Stafford
Sem nenhuma exceção, todos apontavam Flamengo e Fluminense como favoritos ao título estadual. Errados? Não, nem um pouco. Mas, prognósticos nasceram para serem errados. Neste final de semana, a imprensa, que já errou na Taça Guanabara, quando o fraco time botafoguense conquistou o título, vai rezar para que Fla ou Flu chegue pelo menos até a final.

Mas por que os dois eram favoritos? O Flamengo tem um dos melhores ataques do país (Adriano e Vagner Love) e manteve a base do time campeão brasileiro. O Fluminense manteve a base de uma equipe que fez um milagre no campeonato nacional e conseguiu permanecer na primeira divisão. Além disto, trouxe reforços pontuais para posições carentes como Julio Cesar, Éverton e Leandro Euzébio.

Vasco e Botafogo podem vencer? Sim, é apenas um jogo, noventa minutos, onde qualquer resultado pode acontecer.Mas, ambos os times são fracos e com estes elencos, os dois terão que sua para permanecer na elite do Brasilerão.
Leia mais

O drama do River Plate


Tatiana Furtado

Campeão mundial, bicampeão da Libertadores, 33 vezes campeão argentino e um dos clubes mais importantes das Américas. Mesmo com todo esse histórico, o River Plate vive um drama nos últimos anos dentro e fora de campo. Mergulhado em dívidas, Daniel Passarela, um dos maiores ídolos da história dos “Milionários”, como o time é conhecido, assumiu a presidência no fim do ano passado. E encontrou um cenário de horror – nada diferente dos clubes brasileiros, só que com cifras um pouco menores – e apenas R$ 36,6 mil nos cofres. O déficit mensal é de R$1,8 milhão e a dívida total chega a R$ 53,2 milhões. Como acontece por aqui, a antiga gestão já havia adiantado os direitos de transmissão e o River recebeu somente R$ 1,7 milhão.


Diante disso tudo, o clube ficou incapacitado de contratar nomes de peso. Passarela seguiu o próprio exemplo e achou que a salvação do River estava em jogadores que fizeram história no clube. Assim, os grandes nomes do time são Ariel Ortega, que enfrenta problemas sérios com o alcoolismo, e Matías Almeyda, ambos de 36 anos, e Marcello Gallardo, de 34.

O resultado do caos financeiro está nas quatro linhas. Fora da Libertadores deste ano, a última conquista foi o Clausura 2008. De lá para cá, amargou a lanterna no Apertura 2008, ficou em oitavo e em 14º nos torneios de 2009, respectivamente, e se encontra apenas na 16ª posição no Clausura 2010. E é por causa deste retrospecto que o clube pode ter um futuro mais tenebroso e se ver rebaixado pela segunda vez em seus 109 anos de existência.



E olha que não é nada fácil um time grande ser rebaixado na Argentina. Ao contrário do Brasil, onde os quatro últimos colocados caem diretamente para a Segunda Divisão, lá há um regulamento complexo que protege os clubes mais importantes. Todo ano, é feita uma média de pontos entre os 20 clubes nas últimas três temporadas. Os dois piores nessa média descem. O 17º e o 18º colocados fazem uma repescagem com os primeiros colocados da “Primera B”. Sem contar que os que sobem, chegam à Primeira zerados na pontuação dos campeonatos anteriores, por isso já começam no fim da tabela. Por causa dos maus resultados, o River está em 12º lugar no chamado “promedio”.

Há seis rodadas do fim, o River não cai mais este ano. Mas a partir de agosto, quando começa o próximo campeonato, o time do técnico Astrada (sabe-se lá se ele continuará no comando com tal campanha) terá de voltar a ser vencedor. No Apertura 2010, a equipe pode começar em 15º no "promedio" e para se reerguer precisará ir além das três vitórias obtidas até o momento.


A vantagem que tinha desde 2007 foi se extinguindo e por mais difícil que seja cair no campeonato argentino, milagres não o salvarão. Para isso, Passarela terá de rever a política dos veteranos e buscar o equilíbrio financeiro.
Leia mais

Muito peso e poucos gols


Tatiana Furtado


A cada quilo que ganha, Ronaldo parece diminuir proporcionalmente sua média de gols. Claro que pela idade, 33 anos, e pela condição física após tantas lesões graves, não se pode esperar o Fenômeno em sua exuberante fase europeia. Mas o Corinthians não contratou o atacante tão somente pelo nome, principalmente em ano de Libertadores. Este ano, ele só marcou quatro vezes em 12 jogos dos 22 disputados na temporada até agora. Média de 0,33 gols por partida. Bem inferior a do ano passado de 0,58. Além da falta de gols, função principal do atacante, as atuações estão muito aquém da esperada. O que já acabou com a unanimidade do jogador com os torcedores.


Com a média ruim e o pouco futebol que vem jogando, a promessa de 30 gols no ano ficará realmente na promessa. O Corinthians ainda tem 53 jogos, caso chegue às finais do Paulista e da Libertadores. Para atingir a marca pessoal, teria que aumentar a média para meio gol por jogo. Muito difícil para um jogador que não parece se preocupar com a forma e já decretou o fim da carreira em dezembro.


Uma pena um fim desse jeito para quem, tirando o Corinthians, jogouprofissionalmente 409 partidas e marcou 291 gols (0,71 de média). Mas para quem viu o drama de 98 e a recuperação de 2002, cravar alguma coisa sobre Ronaldo é perigoso. Vai que ele, com todo aquele pelo, leve o time paulista à final e faça o gol do título da Libertadores - porque do Paulistão não dá mais. Isso sim seria um fenômeno.


Leia mais

Para a Time, Messi não está entre os mais influentes


Tatiana Furtado


Os caras da revista americana Time deviam estar dormindo quando fizeram a lista dos 200 nomes dos quais serão escolhidos por votação online as 100 pessoas mais influentes do mundo. Eles simplesmente ignoraram o argentino Lionel Messi. E nem precisavam ter visto o show do meia do Barcelona ontem contra o Arsenal, em que marcou os quatro gols da vitória, para que ele merecesse estar nessa seleção. Afinal, é apenas o melhor jogador do mundo.


Sem Messi na lista, outros esportistas foram lembrados. No futebol, Kaká e Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, Drogba, do Chelsea, e até mesmo o companheiro do argentino no Barcelona, o atacante Thierry Henry. O presidente da Fifa, Joseph Blatter também aparece na listagem. Os tenistas Roger Federer e Serena Willians foram outros lembrados.


Diante das recentes atuações do craque, os americanos devem ter noção da influência de Messi no mundo durante a Copa da África do Sul. Mesmo sendo brasileira e torcedora da seleção apesar de tudo, espero que a Time se arrependa da falha ao ver a Argentina comandada pelo "Pulga" brilha no Mundial.


Leia mais

O exemplo do Portsmouth


Rodrigo Stafford
Um time com 112 anos, mas sem tradição no futebol, cujo as duas maiores glórias são dois títulos da Copa da Inglaterra (1939 e 2008). O Portsmouth entrou recentemente nas páginas dos jornais por uma notícia, no mínimo inusitada. É o primeiro clube da história da primeira divisão inglesa a entrar em concordata. Para quem não sabe, o clube será administrado pela justiça por conta de suas dívidas e consequentemente perderá nove pontos na tabela do campeonato Inglês. Com isso, o clube foi autorizado a vender jogadores para fazer caixa.

Na atual temporada, o Crystal Palace da segunda divisão perdeu dez pontos. Southampton, Leeds United e Luton Town sofreram em anos anteriores. As dívidas superam 70 milhões de libras e a maioria é composta de títulos vencidos ou de curto prazo.

O croata Milan Mandaric comprou o clube em 1999 e vendeu em junho de 2009 o comando do clube para Sulaiman Al-Fahim, de Dubai. Menos de 40 dias depois, este vendeu para o saudita Ali Al-Faraj, que por sua vez perdeu o comando do clube para seu credor,o nepalês baseado em Hong-Kong Balram Chainrai

A equipe agora tem 14 pontos em 33 jogos e está virtualmente rebaixada. Imaginem se isso acontecesse no Brasil. Os times teriam que começar o campeonato de menos 50 pontos, quem conseguisse chegar ao zero seria campeão. Vale ressaltar, que todos os times brasileiros têm dívidas, seja com bancos, CBF ou governos. As dívidas de Fla e Flu somadas ultrapassam facilmente os 600 milhões de reais.

A Federation Association (que organiza o campeonato Inglês) distribui receitas milionárias de televisão ( cerca de 50 milhões de reais por clube) e cotas para lá de generosas de acordo com a classificação das equipes.
Leia mais

Desta vez, faltou a chuva


Tatiana Furtado

Não pude assistir ao GP da Malásia, mas pelos melhores momentos, reportagens nos jornais e TV dá para concluir sem medo de errar: faltou a chuva. Tão esperada, veio somente nos treinos, e na hora da largada, céu limpinho. Daí tudo como o previsto. Sem transtornos e dificuldades, a RBR passeou em Sepang, e o alemão Vettel pode comemorar a vitória, que lhe escapara nas duas primeiras corridas.

Faltam 16 ainda, mas pelas três primeiras corridas, a RBR aponta como a BAR deste ano. Tinha tudo para ter vencido todas as corridas do início da temporada, como fizera Button ano passado. Mas falta de sorte e intempéries impediram o sucesso. Sorte dos fãs, que viram três vencedores diferentes em cada uma delas: Alonso, Button e Vettel.

Mais sorte ainda de Felipe Massa, que mostrou regularidade, pontuou em todas e lidera a competição. Se as alternâncias continuarem nos próximos GPs, ser regular será fundamental para determinar o campeão. Mas considerá-lo favorito é outro assunto. Do primeiro ao sétimo, há apenas nove pontos de diferença. Que a sorte continue com o brasileiro...
Leia mais