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sexta-feira, 12 de março de 2010

Flamengo com espírito de Libertadores


Tatiana Furtado

Problemas externos ou internos à parte, parece que quem joga no Flamengo já se acostumou a viver num clube em constante ebulição. Como o que importa é o campo, o rubro-negro parece ter encontrado a mão para jogar a Libertadores, prioridade de todos na Gávea. Nos dois primeiros jogos, o time pode não ter mostrado excelente toque de bola, está longe de jogar por música e continua com problemas na defesa. Mas, como demonstraram outros brasileiros em edições anteriores, ninguém conquista a competição sul-americana só com futebol-arte. E a equipe de Andrade, bastante aquém de encantar os fãs do futebol, tem tido um outro componente fundamental em vitórias nesse tipo de torneio: a superação.


Superação encarnada sobretudo na figura de Vágner Love. Em duas partidas com duas expulsões que poderiam ter sido evitadas, o atacante se desdobrou em campo. Ajudou a fechar o meio, contribuindo na marcação da saída de bola e fez o seu papel no ataque como pôde. A aplicação tática aprendida no CSKA, na Rússia, foi motivo de elogios do técnico Andrade e o fez cair nas graças da torcida. Tanto que, mesmo tendo perdido pênalti na estreia contra o Universidad Católica, saiu aplaudido do Maracanã. Na quarta-feira, sem Adriano em campo, foi novamente decisivo. Desta vez, acertou o pé e bateu rasteiro a penalidade. Ainda fez o seu e deixou companheiros na cara do gol. Pode não ser craque, mas entendeu bem o espírito da Libertadores.

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