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segunda-feira, 22 de março de 2010

Comemorações, dribles, profissionalismo e Neymar

Tatiana Furtado

O futebol profissional, milionário, com salários na estratosfera, não deixa mais espaço para brincadeiras. Os novos meninos da Vila sentiram isso na pele. Antes da partida contra o Palmeiras, o time do Santos era enaltecido, as comemorações de Neymar, Robinho e Cia contra o Naviraiense motivos de risadas e vistas como molecagem saudável. Mas bastou um tropeço no clássico, após estar ganhando, que tudo se transformou em salto alto, provocação desnecessária e falta de respeito com o rival. Seja da imprensa ou do próprio adversário, como ficou claro no "Armeration", tal atitude não condizia com o profissionalismo.


Críticas exageradas. No futebol moderno a cada dia mais chato, sem graça e sonolento, o momento máximo, que é o gol, deveria ser brindado com louvoures. Ainda mais os feitos pelos garotos do Santos, em jogadas que não cansam de serem vistas. Três dias depois da derrota para o Palmeiras, o time foi ao Pará e venceu por 4 a 0, com Neymar outra vez desfilando sua categoria, fazendo suas dancinhas. Já o rival que se sentiu ofendido ganhou do Paysandu, sem grande brilho.


Vale lembrar que o próprio Neymar foi ameaçado por Chicão por dar um chapéu no zagueiro do Corinthians em lance já paralisado. O zagueiro se sentir ofendido, no calor do jogo, é até aceitável. Mas condenar o menino por fazer o que sabe é jogar contra o esporte. Não precisamos ir muito longe para recordar o dedo em riste de Juan, do Flamengo, num Maicosuel, do Botafogo, caído em campo. Tudo porque havia dado um drible no lateral rubro-negro.

Parece que jogar sério é jogar feio.

4 comentários:

Pedro Carvalho de Moraes Rego disse...

não digo que é certo, mas dedo em riste, ameaças e coisas muito piores acontecem desde que futebol é futebol, ninguém gosta de perder e ser sacaneado, muito menos tomar um drible desmoralizante na frente de 80 mil pessoas...
O que a molecada do Santos mostra é que podem ganhar, fazem bonito e estão trazendo de volta o espírito da gozação que sempre existiu...

22 de março de 2010 17:18
Pedro Carvalho de Moraes Rego disse...

Complementando o post, eles tem que ter consciencia do que virá se tiverem uma sequência de derrotas... Todos querem jogar contra o Santos e todos vão correr muito mais para ganhar do Santos... Vamos ver até onde essa mulecada aguenta a responsabilidade...
Como diz o ditado quem sobe no palco tem que dar show, se começar a ratear e ser vaiado não vai desandar a chorar...

22 de março de 2010 17:26
Rodrigo Stafford disse...

Só não concordo com o chapéu em Chicão. Foi desnecessário e uma forma de zoar o adversário. Se o futebol é profissional, que se faça isso com a bola rolando.

23 de março de 2010 17:08
Renato disse...

O fato é que as dancinhas irritam os adversários, que passam a correr mt mais.

Por isso, acho que tem que "se garantir" pra dançar.

25 de março de 2010 15:20

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