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O que rola nos Estaduais


Tatiana Furtado
É senso comum que os estaduais não servem de parâmetro para o Brasileiro. Quem quiser ir bem no campeonato nacional, não deve se basear nem se enganar com os resultados regionais. Mas uma olhada rápida nas classificações dos 20 clubes que vão disputar a principal competição do país a partir de maio ao menos nos dá uma noção do que está acontecendo.

De todos, o Santos vem encantando com o futebol da garotada. Líder do Paulista com folgas, tem goleado os adversários com facilidade. Só perdeu duas vezes no Estadual, para o Palmeiras e o Mogi Mirim. Se mantiver Ganso, Neymar, Robinho e cia é candidato fortíssimo no Brasileiro. Em campanha, só perde para Grêmio e Flamengo, que perderam apenas um jogo, mas estão longe de mostrar tanta regularidade em campo.

Como atual campeão brasileiro, o rubro-negro aparece entre os favoritos. Mas tudo dependerá até onde o Império do Amor levará o time na Libertadores. Em caso de fracasso retumbante, periga ter um desmanche após a Copa do Mundo.

Dos outros cariocas, o Fluminense conseguiu mostrar futebol de qualidade em algumas partidas. Mas em momentos decisivos e nos clássicos só conseguiu ganhar um. Botafogo com Joel Santana surpreendeu até o momento, mas para competição como Brasileiro precisa de muito mais. Já o Vasco precisa de um elenco mais forte. Sem Carlos Alberto e com a saída iminente de Philippe Coutinho perde muito.

Entre os grandes paulistas, tirando o Santos, os demais alternam maus e bons momentos. O São Paulo, pensando mais na Libertadores, entra e sai da zona de classificação com frequência. Mas é o São Paulo de sempre. Assim como o Corinthians, que no momento está dentro. O Palmeiras não conseguiu se acertar desde a saída de Muricy, mesmo com um bom time. O pequeno paulista no Brasileirão vai bem no estadual. O agora Grêmio Prudente, ex-Barueri, está em terceiro lugar.


No Gauchão, o Inter vai de mal a pior. No primeiro turno ficou nas semifinais ao perder para o Novo Hamburgo. Na segunda fase, está em quinto na sua chave, fora das quartas de final. E o técnico Fossati balança mais e mais a cada partida.

Em Minas, Cruzeiro e Atlético-MG estão nas quartas de final, mas tiveram tropeços no caminho. Como no ano passado, os cruzeirenses estão mais fortes do que o Galo.

Nos outros campeonatos, algumas supresas. No Goiano, o Goiás, que parecia ficar entre os cinco no Brasileiro, está em quinto e fora das semifinais no momento. Enquanto isso, o novato Atlético-GO lidera. Atlético-PR, Avaí, Vitória e Ceará devem chegar às finais em seus estados.
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F-1 boa é com chuva


Tatiana Furtado

Depois da sonolenta procissão vista no Barhein, os fãs da F-1 não tiveram motivos para cochilos no segundo GP do ano. Quem conseguiu chegar às três da manhã, pôde assistir a uma das corridas mais movimentadas dos últimos tempos. Talvez a melhor em termos de ultrapassagens, trocas na liderança, surpresas e erros dos pilotos.

Não é novidade que Melbourne é palco das melhores corridas das últimas temporadas. Mas um fator foi primordial para que a emoção fosse do início ao fim: a chuva. Com a pista molhada, pilotos mudaram suas estratégias e os pneus de molhado nivelaram os carros. E a pilotagem precisava de muito mais cuidado. Assim, logo na largada quem saiu do pouco trilho que havia rodou, bateu e teve que fazer corrida de recuperação.

Graças a isso, vimos Alonso dar show após cair para o fim da fila e, com inteligência, não se arriscar nas voltas finais numa briga com Massa. Hamilton, como sempre, ousado até a bandeirada, fazer incrível largada e lutar por mais pontos sem medo - não contava com a falta de cuidado de Mark Weber. Pôde-se assistir a Felipe Massa despontar como possível vencedor, mas esbarrar na incapacidade da Ferrari em ser rápida. Além de Vettel jogar fora, dessa vez sozinho, a quase segunda vitória no ano. E claro o atual campeão Button, que ganhou na estratégia e na pilotagem segura.

Agora resta aguardar algo parecido domingo que vem em Sepang, na Malásia, também de madrugada. Quem sabe jogar um pouco de água antes da largada?
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Taffarel, o melhor goleiro da história da seleção

Rodrigo Stafford

São 101 jogos com a camisa da seleção brasileira e ninguém na sua posição se identificou tanto com a amarelinha como ele. Claudio André Taffarel é o maior goleiro da história do scretch nacional, não só por seus títulos ou número de partidas, mas pela maneira como crescia quando estava com a camisa um verde e amarela.

Taffarel decidiu duas Copas para o Brasil. Em 94, foi decisivo na final contra a Itália, pegando o pênalti de Massaro. Em 98, o goleiro pegou duas cobranças na semifinal contra a Holanda, garantindo o time na decisão. Na final contra a França, o Brasil perdeu por 3 a 0, mas poucos lembram da boa atuação de Taffarel, que salvou a equipe de uma goleada ainda maior. O guarda-metas ainda participou do Mundial em 90 e foi medalha de prata nas Olimpíadas de Seul, em 88, quando na semifinal contra a Alemanha Ocidental, pegou três pênaltis.




A seleção teve outros grandes goleiros, como Félix, em 1970, que salvou o Brasil na partida contra a Inglaterra. Em 2002, Marcos teve participação brilhante, sendo decisivo na conquista do pentacampeonato.


Em 2010, Julio Cesar assumirá a meta da seleção. Ele foi o terceiro goleiro no fracasso de 2006 e, na minha opinião, é o melhor goleiro em atividade no mundo. Tecnicamente nunca um goleiro brasileiro foi tão bom, mas para conseguir fazer pelo menos metade da história que Taffarel
conseguiu com a camisa verde e amarela, Julio Cesar terá que pegar muito, além de conquistar muitos títulos.

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O novo Maradona?


Tatiana Furtado

Em três jogos, oito gols, passes para outros e jogadas de craque. Há dois meses e meio da Copa do Mundo, o argentino Messi voltou a jogar em todo o seu esplendor que lhe deu o título de melhor do mundo na temporada passada. A grande pergunta é se, finalmente, conseguirá apresentar todo o seu talento com a camisa da Argentina?

Na seleçao, muitas vezes fora da sua posição, ficou muito aquém do Messi do Barcelona. Mas o futebol que está jogando pode muito bem superar detalhes táticos. Até de cabeça o baixinho tem marcado. De todos os craques que estarão na África do Sul, é disparado aquele que tem condições de carregar o time nas costas e conquistar a Copa sozinho.

Alguém aposta numa repetição de Maradona, 86, e Romário, 94?

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O mais bem pago do mundo


Rodrigo Stafford
Além de ser o melhor, Lionel Messi é também o mais bem pago. O argentino recebeu em 2009, € 33 milhões (R$ 79,5 milhões). O camisa dez do Barcelona desbancou nada menos do que o rei do Marketing, David Beckham, que aparece em segundo com(€ 30,4 milhões - R$ 73,2 milhões), seguido do português Cristiano Ronaldo (€ 30 milhões - R$ 72,2 milhões)


Segundo a France Football, publicação, o Messi ganhou no ano passado € 10 milhões (R$ 24,1 milhões) em salários do Barcelona, € 4 milhões (R$ 9,7 milhões) em prêmios pagos pelo clube por títulos e € 19 milhões (R$ 45,8 milhões) por contratos de publicidade.


Entre os treinadores, quem mais recebeu foi o português José Mourinho, com total de € 13 milhões (R$ 31,3 milhões). Em segundo lugar ficou o italiano Roberto Mancini, do Manchester City (€ 12 milhões - R$ 29 milhões), e Luiz Felipe Scolari, atualmente no Bunyodkor, do Uzbequistão, foi o terceiro com € 9,5 milhões (R$ 22,8 milhões).
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Os 33 não-convocados


Rodrigo Stafford

Eles são craques, se destacam nos seus times, mas não vão jogar a Copa do Mundo? Por que? Por que suas seleções não se classificaram e não terão o privilégio de disputar um Mundial.

Segue a listagem por posições.

Goleiros: Cech (República Tcheca / Chelsea), Akinfeev (Rússia / CSKA), Given (Irlanda / Manchester City)

Laterais: Grygera (República Tcheca / Juventus), Jankulovski (República Tcheca / Milan), Srna (Croácia / Shakhtar), Riise (Noruega / Roma)

Zagueiros: Ujfalusi (República Tcheca / Fiorentina), Corluka (Croácia / Tottenham), Chivu (Romênia / Inter), Van Buyten (Bélgica / Bayern de Munique), Vermaelen (Bélgica / Arsenal), Kompany (Bélgica / Manchester City)

Volantes: Sissoko (Mali / Juventus), Keita (Mali / Barcelona), Mahamadou Diarra (Mali / Real Madrid)

Meias: Rosicky (República Tcheca / Arsenal), Arshavin (Rússia / Arsenal), Duff (Irlanda / Newcastle), Zirkhov (Rússia / Chelsea), Modric (Croácia / Tottenham), Kranjcar (Croácia / Portsmouth), Pjanic (Bósnia / Lyon), Kallstrom (Suécia / Lyon)

Atacantes: Ibrahimovic (Suécia / Barcelona), Vucinic (Montenegro / Roma), Adebayor (Togo / Manchester City), Kanouté (Mali / Sevilla), Falcão Garcia (Colombia / Porto), Eduardo da Silva (Croácia / Arsenal), Dzeko (Bósnia / Wolfsburg), Berbatov (Bulgária / Manchester United), Mutu (Romênia / Fiorentina)


Um time titular com Cech; Grygera, Vermaelen, Chivu e Riise; M. Diarra, Sissoko, Zirkhov e Arshavin; Ibrahimovic e Adebayor daria muito trabalho, não?
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Comemorações, dribles, profissionalismo e Neymar

Tatiana Furtado

O futebol profissional, milionário, com salários na estratosfera, não deixa mais espaço para brincadeiras. Os novos meninos da Vila sentiram isso na pele. Antes da partida contra o Palmeiras, o time do Santos era enaltecido, as comemorações de Neymar, Robinho e Cia contra o Naviraiense motivos de risadas e vistas como molecagem saudável. Mas bastou um tropeço no clássico, após estar ganhando, que tudo se transformou em salto alto, provocação desnecessária e falta de respeito com o rival. Seja da imprensa ou do próprio adversário, como ficou claro no "Armeration", tal atitude não condizia com o profissionalismo.


Críticas exageradas. No futebol moderno a cada dia mais chato, sem graça e sonolento, o momento máximo, que é o gol, deveria ser brindado com louvoures. Ainda mais os feitos pelos garotos do Santos, em jogadas que não cansam de serem vistas. Três dias depois da derrota para o Palmeiras, o time foi ao Pará e venceu por 4 a 0, com Neymar outra vez desfilando sua categoria, fazendo suas dancinhas. Já o rival que se sentiu ofendido ganhou do Paysandu, sem grande brilho.


Vale lembrar que o próprio Neymar foi ameaçado por Chicão por dar um chapéu no zagueiro do Corinthians em lance já paralisado. O zagueiro se sentir ofendido, no calor do jogo, é até aceitável. Mas condenar o menino por fazer o que sabe é jogar contra o esporte. Não precisamos ir muito longe para recordar o dedo em riste de Juan, do Flamengo, num Maicosuel, do Botafogo, caído em campo. Tudo porque havia dado um drible no lateral rubro-negro.

Parece que jogar sério é jogar feio.
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Calendário deveria ser reformulado em ano de Copa


Tatiana Furtado

Acompanho Copa do Mundo há 16 anos e os velhinhos da Fifa há muito mais tempo do que eu. Mas passa um Mundial atrás do outro e o problema persiste. Meses antes da competição, jogadores importantes para a seleção sofrem lesões que os tiram da Copa. O caso mais recente foi o do inglês David Beckham, que rompeu o tendão de Aquiles sozinho em jogo do Italiano.

Não à toa isso acontece na reta final dos campeonatos europeus, com os atletas no limite da condição física. Aqueles que forem convocados não terão férias e se apresentarão às seleções esgotados. Como querer todos voando, Brasil, Argentina, Espanha, Itália jogando por música? É claro que o talento individual de Messi, Cristiano Ronaldo ou Kaká pode despontar e salvar um pouco do bom futebol.

Mas será que um evento do tamanho do Mundial e a grana que movimenta uma Copa do Mundo não merece uma data melhor? A competição que acontece apenas de quatro em quatro anos não poderia mudar o calendário do futebol por uma temporada?

Pelo visto não, e assim continuaremos vendo craques estourados às vésperas da maior competição do futebol.
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Selvageria esquecida


Tatiana Furtado

As cenas de selvageria no fim da partida entre Coritiba e Fluminense, no Couto Pereira, na última rodada do Brasileiro 2009, chocaram a opinião pública. E pareciam ter chocado o STJD também. Tanto que o clube havia sido punido em três artigos com a perda de 60 mandos de campo e multa de R$ 610 mil, no julgamento em dezembro passado.

Mas uma mudança no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que não permite mais o acúmulo de penas, abriu a brecha para defesa. E, com bons advogados, o Coritiba conseguiu convencer que a punição era severa demais. Agora, os paranaenses ficarão fora do seu estádio em 10 jogos da Série B e pagarão somente R$ 100 mil. O clube ainda tentará redução maior.

Realmente a memória do brasileiro é curta e ninguém mais se recorda do campo de guerra em que se transformou o estádio após a queda do Coritiba.Cadeiras, pedras, paus voando na direção de jogadores, árbitros, policiais, com vários feridos. Alguns baderneiros foram identificados e punidos, até onde sabemos. Mas o clube, responsável pela segurança de todos, recebeu a condescendência da Justiça Desportiva.
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Quartas de finais da Liga dos campeões


Rodrigo Stafford


Definidos os confrontos das quartas de finais da Liga dos Campeões. São quatro campeões do torneio contra quatro equipes que lutam pelo pela primeira conquista. Vamos aos jogos:


Lyon x Bordeaux
Duelo francês definirá quem será eliminado na semifinal. Acredito que o Bordeaux está em um momento melhor, com futebol mais consistente.

Bayern de Munique x Manchester United
Moleza para os ingleses que vão se classificar sem esforço. A fase de Wayne Rooney é primorosa.

Arsenal x Barcelona
Confronto mais equilibrado das quarta de final. O Barcelona, com Messi jogando muito, é favorito, mas o time do Arsenal é muito bom e pode surpreender.

Inter x CSKA
Duelo mais fraco de todos. Depois de ter eliminado o poderoso Chelsea, o time italiano vai se classificar sem nenhum problema.
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Hegemonia inglesa no fim?

Rodrigo Stafford

A globalização finalmente começa a chegar aos resultados do futebol europeu. Depois de períodos de domínio espanhol, italiano e, nos últimos anos, inglês, as quartas de finais da Liga dos Campeões têm seis países diferentes em suas quartas de final.

São dois times franceses (Lyon e Bordeaux), dois ingleses (Manchester United e Arsenal), além de um russo (CSKA), italiano (Inter de Milão), alemão (Bayern de Munique) e espanhol(Barcelona).

Nos últimos anos os ricos times ingleses vêm dominando a Liga. Em 2008-09 e 2007-08, foram quatro ingleses nesta fase da competição (Manchester, Arsenal, Liverpool e Chelsea). Em 2006-07, três ingleses. Mas, em 2005-06, o domínio foi italiano com Juventus, Inter e Milan classificados.

As surpresas nestes últimos anos foram poucas como Villarreal (2008-09), Fenerbahçe e Schalke 04 (2007-08), PSV (2006-07) e Benfica (2005-06). No entanto, agora, as zebras são muitas: CSKA, Bordeaux, Lyon (que eliminou o milionário Real Madrid).




Mas, sobressaltos vencerem a Liga é fato raro. O belo time do Porto em 2003-04, o Borussia Dortmund (1996-97), os jovens craques do Ajax (94-95), Estrela Vermelha (90-91), Steua Bucarest (85-86, foto), além da bizarra final do ano 78-79 entre Nottinghan Forest e Malmo, vencida pelos ingleses.

Teremos uma nova hegemonia no futebol europeu? Façam suas apostas
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Carioca sem surpresas e revelações


Tatiana Furtado

Todo início de Carioca fica a aposta de quem será a surpresa do Estadual. Isso porque nos últimos anos, as equipes de menor porte sempre vêm beliscando uma semifinal, uma final, uma Taça Guanabara, ou uma Taça Rio. Mas até agora nada fora do normal aconteceu. Tirando dois empates, os pequenos não venceram um grande na competição. E parece que assim continuará.


Mas o que acontece? Os grandes estão mais fortes ou os pequenos enfraqueceram? Diria que os dois, com um peso maior para a segunda opção. Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo se reforçaram logo no início do ano, seja por causa de competições internacionais ou para não passarem o vexame do último Brasileiro. Já os outros 12 clubes continuaram na rotina de troca-troca de velhos nomes em fim de carreira ou sem espaço em mercados mais fortes. Uma pena porque assim diminui a possibilidade de boas revelações e a qualidade do Carioca.


Nos outros grandes centros, o cenário é um pouco diferente. Em São Paulo, atualmente só o Santo André está entre os quatro. Mas por lá já estiveram Botafogo-SP, Prudente, entre outros. Em Minas, o Atlético-MG aparece somente na quinta posição, atrás de Ipatinga, Democrata e Tupi. O Cruzeiro, apesar de líder, também já teve seus tropeços. No Gauchão, o Inter ficou nas semi do primeiro turno para o Novo Hamburgo.

No fim das contas, as taças estaduais deverão ficar nas mãos dos grandes nesses campeonatos. Mas nos outros centros sempre fica um ar de renovação, podendo pincelar um ou outro destaque. No Rio, está difícil apontar alguém este ano.
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Pegador de pênaltis


Rodrigo Stafford

Ele é polêmico, fala muita besteira, mas debaixo das traves, resolve. Já são 214 jogos pelo Flamengo e Bruno pegou 15 pênaltis. Entre eles, cinco em duas decisões de campeonatos cariocas contra o Botafogo.

No ano passado, Bruno já fora decisivo ao defender pênaltis contra o Botafogo e Santos (2) na reta final do Brasileirão, tendo fundamental importância na conquista do hexacampeonato rubro-negro.

Fiz uma rápida pesquisa desde o campeonato Brasileiro do ano passado e foram marcados 15 pênaltis contra o Flamengo e Bruno pegou seis, sendo que um foi para fora. Quase 50% de aproveitamento. Muito difícil outro goleiro ter um aproveitamento parecido.

O melhor pegador de pênaltis que já vi foi Dida, goleiro do qual eu não sou fã, seguido de Taffarel, que não pegava tantos em quantidade, mas muitos em momentos decisivos. Bruno está ficando cada vez mais perto destes.
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A falta de emoção de sempre


Tatiana Furtado

Hoje tem clássico dos milhões depois de um ano no Maracanã. Mas vamos dar um tempinho de futebol e falar do início da temporada da F-1, que completa 60 anos em 2010. A FIA mudou uma série de regras, não permite mais reabastecimento, limitou algumas mudanças aerodinâmicas, aumentou o número de equipes e pilotos, passou a valorizar mais a vitória com a pontuação de 25 pontos, e mais uma infinidade de coisas. No fim, nada disso fez diferença e a primeira corrida do ano, o GP do Bahrein, não trouxe de volta o que tanto os organizadores buscam na categoria: emoção nas pistas.


Por quase duas horas, apenas dois momentos realmente interessam: a largada e o pit stop. Únicos em que pode haver uma troca de posição, uma ultrapassagem sequer, seja na pista ou nos boxes. Até aí não houve grande coisa, com destaque apenas para a esperteza de Alonso, que se aproveitou da postura defensiva de Massa na largada e lhe tomou a posição (o que acabou custando a vitória do brasileiro). Na frente, que é o que interessa, algumas perseguições, mas carro lado a lado, piloto dando X no outro, algo que prenda a respiração do fã do automobilismo, necas.


Num circuito travado como esse no meio do deserto, o alemão Sebastian Vettel só perdeu a vitória por problemas no motor. Em momento algum fora ameçada, mas com o carro da RBR sem potência, facilitou a passagem de Alonso, Massa e Hamilton.
Ainda é cedo para apontar o favorito a campeão, mas Alonso mostrou ter a sorte de um. Conseguiu a segunda posição de Massa logo na primeira curva e contou com o problema mecâncio de Vettel para vencer em sua estreia na Ferrari. Felipe terá trabalho para acompanhar o ritmo do parceiro. E o alemão, atual vice campeão, parece iniciar na briga pelo título desde as primeiras provas. Há ainda o outro alemão, é bom não esquecer. Começou apagado, mas não dá para subestimar quem tem sete títulos mundiais. Como ano passado, 2010 não deve ter surpresas como Jenson Button.

A próxima corrida será em Melbourne, na Austrália, daqui a duas semanas. Se às 9h da manhã já é difícil sem manter ligado, às 4h da madrugada, nesse ritmo de (falta) de emoção vai ser impossível não dar algumas cochiladas.
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Schumacher e Galvão

Em homenahem a nova temporada de Fórumla 1, uma previsão do narrador Galvão Bueno sobre Michael Schumacher em 1991. Imperdível!

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Arsenal de Internacionalização


Rodrigo Stafford

Há 14 temporadas, Arsene Wenger é o treinador do Arsenal. Sua política de jovens contratações deu muito certo com contratações sensacionais como Cesc Fabregas, Denilson, Ramsey e mais recentemente Wellington Silva. Ele faz este tipo de contratação para poder moldar o jogador à sua maneira.

Só que esta política dizimou os ingleses do Arsenal. Dos 27 jogadores que estão no elenco, apenas três são nascidos na Inglaterra (Campbell, Walcott e Gibbs). A equipe é uma seleção internacional com brasileiro, russo, galês, suiço, belga, mexicano. Ou seja, gente de todas as partes do mundo.

Esta maneira de Wenger prejudica o futebol inglês, já que seus jogadores ficam sem espaço para jogar, evoluir. Será que a Football Association (a CBF de lá) não deveria intervir, colocando um número mínimo de jogadores do país em seus campeonatos?

Se houver uma safra mais fraca de jogadores nacionais, eles serão todos substituídos por estrangeiros e isto se tornaria um ciclo sem fim, com os jogadores ingleses tendo que procurar espaço em ligas menos garbosas
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Flamengo com espírito de Libertadores


Tatiana Furtado

Problemas externos ou internos à parte, parece que quem joga no Flamengo já se acostumou a viver num clube em constante ebulição. Como o que importa é o campo, o rubro-negro parece ter encontrado a mão para jogar a Libertadores, prioridade de todos na Gávea. Nos dois primeiros jogos, o time pode não ter mostrado excelente toque de bola, está longe de jogar por música e continua com problemas na defesa. Mas, como demonstraram outros brasileiros em edições anteriores, ninguém conquista a competição sul-americana só com futebol-arte. E a equipe de Andrade, bastante aquém de encantar os fãs do futebol, tem tido um outro componente fundamental em vitórias nesse tipo de torneio: a superação.


Superação encarnada sobretudo na figura de Vágner Love. Em duas partidas com duas expulsões que poderiam ter sido evitadas, o atacante se desdobrou em campo. Ajudou a fechar o meio, contribuindo na marcação da saída de bola e fez o seu papel no ataque como pôde. A aplicação tática aprendida no CSKA, na Rússia, foi motivo de elogios do técnico Andrade e o fez cair nas graças da torcida. Tanto que, mesmo tendo perdido pênalti na estreia contra o Universidad Católica, saiu aplaudido do Maracanã. Na quarta-feira, sem Adriano em campo, foi novamente decisivo. Desta vez, acertou o pé e bateu rasteiro a penalidade. Ainda fez o seu e deixou companheiros na cara do gol. Pode não ser craque, mas entendeu bem o espírito da Libertadores.
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Arsenal mantém freguesia dos portugueses


Tatiana Furtado

Mantendo a recente tradição dos ingleses, o Arsenal avançou às quartas de final da Liga dos Campeões, com extrema facilidade. Se na ida, o Porto até surpreendeu e derrotou o time de Arsène Wenger por 2 a 1, no Emirates Stadium, foi totalmente dominado por Arshawin, Nasri e Cia. Os londrinos viram um verdadeiro chocolate da equipe, que ainda sofre com os desfalques de Fabregas, Gallas, Van Persie entre outros. Mas na falta do craque espanhol, o dinamarquês Bendtner deu conta do recado. Pode não ser muito talentoso, mas oportunista é e fez três dos cinco.

Sem desmerecer o poderio inglês, a equipe portuguesa facilitou a vida do Arsenal, principalmente o uruguaio Fucile. Pelo menos dois gols tiveram a contribuição do lateral-esquerdo. E é titular do Uruguai, que pelos selecionáveis que tem não vai longe na Copa. O ataque também foi nulo com outros dois sul-americanos: o colombiano Falcao Garcia e o brasileiro Hulk. Por outro lado, Hélton impediu até goleada maior. E desde 2004, quando ganhou a Liga, os portugueses continuam sendo fregueses dos times ingleses.

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O mistério das Olimpíadas


Rodrigo Stafford

Pelo visto, algo aconteceu durante os Jogos Olímpicos de 2008, além da medalha de bronze. E Dunga não gostou. Dos 18 jogadores da seleção brasileira que esteve em Pequim, apenas dois devem estar na lista final de convocados para a Copa do Mundo da África do Sul.

No gol, Diego Alves (Almería) e Renan (Xerez) não tiveram sequência e foram substituídos por Julio Cesar, Doni, Victor, Hélton e Gomes. Na lateral, Rafinha (Schalke 04) e Ilsinho não foram mais chamados. Por ter ido aos Jogos, Rafinha ficou em péssima situação com seu clube. Os convocados são Daniel Alves e Maicon. Marcelo (Real Madrid), apesar das boas atuações no time espanhol, acabou preterido por opções de fora da lateral como Gilberto e Michel Bastos.

Na zaga, Thiago Silva (Milan) deve ir à Copa. Alex Silva (São Paulo) e Breno (Nuremberg) não são nem lembrados. Os volantes Lucas (Liverpool), Anderson (Manchester United), Hernanes (São Paulo) e Ramires (Benfica) foram convocados algumas vezes, mas exceto Ramires que está certo na Copa, os outros caíram no esquecimento, preteridos por nomes como Josué, Gilberto Silva e Felipe Melo. Dos apoiadores Ronaldinho Gaúcho (Milan), Diego (Juventus) e Thiago Neves (Al-Hilal), apenas o primeiro nutre esperanças, mesmo que muito remotas.

Na frente, Pato (Milan) tem poúquíssimas chances. Rafael Sóbis (Al-Jazira) e Jô (Galatasaray) nem são lembrados pelo mais fiel torcedor da seleção canarinho.
O que aconteceu nas Olimpíadas? Só Dunga pode responder.
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Fredômeno? Nem de perto


Rodrigo Stafford


Eu confesso: Fred me enganou. Quando foi contratado pelo Fluminense, acreditei que era um jogador diferenciado, um craque. Passado um ano, já vimos que o atacante, nem de perto pode ter este adjetivo.


O Fred que saiu do Cruzeiro fazendo muitos gols na Copa do Brasil e campeonato mineiro é apenas fruto de uma grande fase. Não se destacou no fraco campeonato Francês pelo Lyon e teve uma série de lesões que o deixavam mais fora, do que em campo. No Tricolor, teve papel fundamental na reação do time no campeonato Nacional, mas apenas evitou o rebaixamento. Sem falar nas várias lesões que também tem no Flu.


É um bom atacante, se posiciona bem, finaliza bem, mas está muito atrás de Ronaldo, Robinho, Adriano, Romário, Edmundo, Careca. Fred não é decisivo para seu time e nem de longe merece uma chance na seleção brasileira.
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A licença-fossa


Tatiana Furtado


O retorno dos craques brasileiros ao país, sem dúvida, atraiu marketing, patrocínio para os clubes e público aos estádios. Mas por trás da volta de Ronaldo, Adriano, Robinho e Fred ao Brasil há muito mais que a simples vontade de jogar em casa ou em seu clube de coração. O último escândalo envolvendo o atacante do Flamengo, por exemplo, aponta um problema comum vivido por eles na Europa: conviver com o profissionalismo exigido até mesmo a astros pelos europeus. Sem perdoar os excessos dos jogadores, os grandes clubes de lá não têm demonstrado muita paciência com quem prefere as noitadas, se envolve em confusões e retribui pouco em campo. Aqui, não cansam de ser mimados e estão cheios de regalias. Não é à toa que fazem de tudo para voltar.

Ronaldo, fora de forma e com seguidas contusões, perdeu espaço no Milan e só encontrou lugar novamente no Brasil, pelo Corinthians. Onde continua bem longe das condições físicas ideais. Fred, hoje no Flu, amargava a reserva no Lyon, não era muito querido nem pela comissão técnica nem pelos dirigentes. Robinho retornou ao Santos após forçar sua saída do Manchester City, como já havia feito com o Real Madrid, e com o próprio clube paulista. Adriano alegou problemas pessoais, abandonou o Internazionale, disse que ia largar o futebol. Mas voltou atrás logo depois e assinou com o Flamengo, onde parece poder tudo. Não se pode esquecer de Edmundo, um dos precursores ao largar a Fiorentina para não perder o carnaval carioca.

Ninguém acha que jogadores de futebol têm de ser santos, mas um pouco de compromisso com quem paga, e muito, para tê-los em campo seria de bom tom. No caso Adriano, não se discute os problemas pessoais do Imperador. Se ainda tem a questão médica de depressão e bebida, que se afaste e se cuide de fato. Mas a desculpa de precisar de um tempo a cada briga com a namorada por estar abalado...

Talvez seja a hora de criarem a licença-fossa. Até que não seria má ideia...
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O fraco campeonato Italiano

Tatiana Furtado

Longe de ser patriota e conclamar o futebol brasileiro como o melhor do mundo, um fato é praticamente indiscutível: o futebol italiano é fraco e dá sono, muito sono. Não falo de partidas como Livorno x Atalanta, Catania x Siena, que poderíamos comparar com os jogos do Brasileirão sem grande expressão. Mas de confrontos que envolvem os renomados Inter de Milão, Milan, Roma, Juventus, onde estão craques que vão desfilar pela Copa do Mundo em poucos meses.

Um bom exemplo foi a partida entre a líder Internazionale, de Julio Cesar, Lucio, Eto'o, Zanetti, Materazzi, entre outros, e o Genoa. O time de Mourinho havia jogado contra o Chelsea, outro jogo fraco com a presença de tantas estrelas. O que não serve de desculpa para o pouco futebol da equipe que conta com titulares das seleções da Argentina e do Brasil, duas das favoritas no Mundial. Venceu a partida, mas levou sufoco. No clássico Roma e Milan, o 0 a 0, é o símbolo de um jogo ruim, truncado no meio-campo, com poucos lampejos de criatividade. E assim se resume todo o campeonato.

Quem quiser tirar uma soneca à tarde, já sabe. Basta ter TV paga, sintonizar após o almoço do fim de semana e deixar a bola rolar no italiano.
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Maracanã, o templo da gastação


Tem coisas que só acontecem no Brasil. Hoje, foi divulgado que o Soccer City, principal estádio da Copa do Mundo da África do Sul deve ficar em 800 milhões de reais. O estádio, construído em 87, e foi parcialmente demolido para o Mundial.


O Maracanã consumiu 300 milhões de reais para o Pan Americano de 2007. A construção do moderno estádio de Leipzig na Alemanha custou R$ 244 milhões (para a Copa de 2006). Agora, serão necessarios mais 600 milhões (previsão inicial) para deixar o estádio pronto para o Mundial de 2014. Sendo que a obra vai destruir muita coisa que foi feito na reforçma para o Pan.
Haja dinheiro!
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Real Madrid, o clube mais rico do mundo


Pelo quinto ano consecutivo, o Real Madrid é o clube mais rico do mundo, de acordo com a lista da consultoria Deloitte. O time de Kaká e Cristiano Ronaldo conseguiureceitas de € 375 milhões (R$ 915 milhões). Em segundo, com € 345 milhões (R$ 842 milhões) de receita, ficou o Barcelona, que desta vez jogou o Manchester United (€ 308 milhões) para o terceiro lugar.


Confira o ranking:


1. Real Madrid € 375 milhões


2.Barcelona € 345 milhões


3. Manchester United € 308 milhões


4. Bayern de Munique € 273 milhões


5. Arsenal € 246 milhões,


6. Chelsea € 228 milhões


7. Liverpool € 202 milhões


8. Juventus € 192 milhões


9. Inter de Milão € 185 milhões


10. Milan € 185 milhões
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Mais um tiro certo do Internacional


O time do Internacional anda sendo muito criticado pela eliminação na primeira fase do campeonato Gaúcho para o Novo Hamburgo. O Colorado jogou o turno quase todo com o time b, enquanto os titulares faziam uma pré-temporada correta.

Se o resultado não veio agora, pode vir durante o ano, pois dificilmente hprometeá algum time que tenha se preparado melhor para a temporada. Com um elenco muito forte e grandes revelações com Taison, Sandro, Marquinhos e Walter, o Inter promete tanto no Brasileirão, quanto na Libertadores.
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Acidente nas Olimpíadas de Inverno

Acidente fenomenal nas olimpíadas de Inverno.
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Obina, o iluminado


Obina é craque? Não. Obina é pereba? Não. Mas que o baiano é iluminado, ninguém pode dizer o contrário. Em dois jogos ele marcou 8 gols e caiu nas graças dos atleticanos. Obina é um atacante médio, que quando tem a confiança em alta, faz coisas que até ele mesmo duvida.

Era o que estava faltando no Flamengo. Confiañça. O casamento tinha acabado e a relação não estava boa para as duas partes. O divórcio era inevitável e foi bom para as duas partes.

Em um Atlético carente de ídolos e títulos, Obina cai como uma luva. Ainda mais com Luxemburgo, que costuma tirar o melhor de seus jogadores e principalmente, porque o treinador confia em Obina.

Este casamento tem tudo para dar certo.
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Regras para a Copa do Mundo



Aqui vai a reprodução de um mail engraçado que rola na Internet.

Queridas esposas, noivas, namoradas. E também parceiras, amantes, comcubinas, filhas, sobrinhas, primas, tias, madrinhas, amigas, colegas ou qualquer criatura do sexo feminino:

Divulgamos aqui com 6 meses de antecedência as 13 regras para a Copa de 2010 para que vocês leiam com calma, entendam e não encham nossos sacos.

1. Durante a Copa, a televisão é minha. 100% minha, o tempo todo. Sem exceção nem discussão. Estarei cagando e andando se for o último capítulo da novela das 8, ondeHelena, a mocinha, comete suicídio atirando-se nua em pêlo em passeio ecoolerturista. Se você dirigir o olhar ao controle remoto, uma vez sequer, você perderá… Perderá os olhos!

2. De 9 de junho a 9 de julho de 2010, você deverá ler o Futeblogeando de modo a se manter a par do que se passa com respeito à Copa do Mundo, o que lhe permitirá participar das conversas. Caso não proceda desta maneira, você será olhada com maus olhos, ou mesmo ignorada por completo. Neste caso, não reclame por não receber nenhuma atenção. A leitura do Bela da Bolaé recomendada, mas em hipótese alguma será permitido comentários sobre as pernas de David Beckham. Guarde-os para usá-los com as respectivas dos amigos nos itens 5 e 11 que se seguem.

3. Se você precisar passar em frente à TV durante um jogo, eu não me importarei, contanto que o faça rastejando e sem me distrair. Se você decidir se exibir nua diante de mim à frente da TV, esteja certa de vestir-se imediatamente em seguida pois, se pegar um resfriado, não terei tempo de levá-la ao médico nem de lhe dar assistência durante o mês da Copa.

4. Durante os jogos eu estarei cego, surdo e mudo, exceto nos casos em que eu solicite que encha o cooler de cerveja, ou peça a você a gentileza de me trazer algo para comer. Você estará fora de si se achar que irei ouví-la, abrir a porta, atender o telefone ou pegar nosso bebê que possa ter caído no chão… não vai acontecer.

5. É uma boa idéia manter pelo menos 2 engradados de cerveja na geladeira o tempo todo, bem como razoável variedade de tira-gostos e belisquetes. E por favor não faça cara feia para meus amigos quando eles vierem assistir jogo aqui em casa comigo. Como recompensa, você estará autorizada a transar comigo e assistir TV entre meia-noite e seis da manhã, a menos, é claro, que neste período haja a reprise de algum jogo que eu tenha perdido durante o dia.

6. Por favor, por favor, por favor! Se me vir contrariado por algum time de meu interesse estar perdendo, ou a Argentina e França ganhando, NÃO DIGA coisas como “Ah, deixa isso pra lá, é só um jogo…” ou “Não se preocupe, eles vão ganhar da próxima vez…” Se disser coisas desse tipo, só me deixará com mais raiva e vou amá-la menos. Lembre-se, você jamais saberá mais sobre futebol do que eu e suas supostas “palavras de encorajamento” apenas nos levarão à separação ou ao divórcio.

7. Você será bem-vinda a sentar-se comigo para assistir um jogo e poderá me dirigir a palavra no intervalo entre o primeiro e o segundo tempos, mas apenas durante os comerciais e (importante) APENAS se o placar do primeiro tempo tiver sido do meu agrado. Favor notar também que especifiquei UM jogo, ou seja, não use a Copa do Mundo como pretexto mimoso para aquela coisa de “passarmos tempo juntos”.

8. Os repetecos dos gols são muito importantes. Não importa se já vi o gol ou não, eu quero ver novamente. Muitas vezes.

9. Não incomode a mim ou meus amigos perguntando sobre as regras do futebol. Olhe o jogo e finja que está entendendo. Pule e grite quando eu pular e gritar. Nunca, jamais pergunte como funciona a regra do IMPEDIMENTO. Você não tem capacidade intelectual para entender.

10. Avise suas amigas para no mês da Copa não darem à luz nenhum neném, ou mesmo promover qualquer festa de criança ou eventos de qualquer natureza que exijam minha presença, porque:a) Eu não vou;b) Eu não vou, ec) Eu não vou.

11. No entanto, se um amigo meu nos convidar para ir à casa dele num domingo para assistir um jogo, iremos de imediato.

12. As resenhas e debates esportivos da Copa toda noite na TV são tão importantes quanto os jogos propriamente ditos. Que nem lhe passe pela cabeça dizer coisas como “Mas você já viu isso tudo… porque não muda para um canal que todos possamos assistir?” Se disser algo assim, saiba desde já que a resposta será: “Veja a regra nº 1 dessa lista”.

13. E, finalizando, por favor poupe-me de expressões como “Graças a Deus que só tem Copa do Mundo de quatro em quatro anos”. Estou imune a manifestações ridículas dessa natureza, pois após a Copa vêm a Liga dos Campeões, a Sub20, o campeonato italiano, o espanhol, o alemão, o brasileirão, o cariocão, o paulistão, o mineirão, etc.
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